sábado, 15 de agosto de 2009

Dinheiro ― bênção ou maldição?


Dinheiro ― bênção ou maldição?

Paulo afirma que o amor ao dinheiro é raiz de todos os males (1Tm 1.10). Por que será que nenhuma sociedade escapa dos grandes males criados pelo sucesso? A resposta estaria no fato que o narcisismo acaba minando todos os valores. O servo dessa preocupação com nosso bem-estar é o dinheiro, que tem a força para nos captar em sua rede, do mesmo modo que um animal é capaz de tirar sua própria perna para se libertar de uma armadilha. Não ignoramos que o dinheiro é um valor que pode abençoar quem recebe ou dá. Paulo escreveu em sua Segunda Carta aos Coríntios sobre a importância do dinheiro para socorrer os necessitados (caps. 8 e 9). Queremos entender melhor o que a Bíblia tem para nos dizer a respeito dessa tão útil e perigosa
ferramenta, que pode tanto fazer o bem como o mal.

A bênção do dinheiro Quando Deus criou o homem, abençoou-o e deu a ele o privilégio de dominar, mas sempre como mordomo do Senhor (Gn 1.28). Após a queda, o desejo pelo domínio cresceu e rapidamente a humanidade se esqueceu da responsabilidade de usar as coisas materiais para a glória de Deus e para o bem de todos. Quando Jesus ensinou que é mais abençoado dar do que receber (Atos 20.35), não é dito que é necessário receber primeiro para poder dar. A fonte de tudo que recebemos é Deus. Sua generosidade se manifesta todo dia em que ele providencia as condições para produzir suprimentos de toda espécie para manter a vida, além de tudo que seja útil para manter a proteção e conforto. Toda atividade econômica depende do Criador que supre as condições necessárias para realizá-la. Deus nos criou para gozar de vida corpórea e espiritual. Posses devem sustentar a vida do corpo ― casa, alimento, transporte e fornecer mil outros produtos. Os livros que comunicam a verdade eterna às nossas mentes são apenas um exemplo. Paulo refere-se à bondade de Deus ao declarar para o povo de Listra, “não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria” (At 14.17). A bênção de Deus sobre o mundo material, em benefício do homem, é um sinal do amor de Deus por todos. Dinheiro fornece um meio eficiente para distribuir os benefícios doados por Deus e repassar a fartura para os necessitados. Jesus confrontou o jovem rico com a surpreendente declaração de que somente vendendo tudo que tinha e dando o resultado aos pobres teria o privilégio de ser discípulo e ganhar a vida eterna (Mc 10.21). A bênção seria rejeitar o amor ao dinheiro e, em seu lugar, alcançar um amor real pelo próximo. O sacrifício material no tempo presente garantiria a bênção maior no futuro – “terás tesouro no céu”. O galardão que aguarda todos que ajuntam tesouros no céu é glorioso e seguro (aí não há ladrões, nem qualquer tipo de destruição de perda, Mt 6.20). “Onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (v. 21).Fica claro que a única maneira de mandar riqueza para o céu é usando dinheiro para beneficiar os necessitados; pode ser materialmente ou espiritualmente. Dar generosamente aos necessitados é o melhor de todos os investimentos. Seu retorno será grande e sua felicidade eterna.

A maldição do dinheiro O apego aos valores materiais assedia a maioria dos homens. Possuir dinheiro e tudo que ele pode comprar dá satisfação e segurança. O desejo de adquirir mais do que necessitamos alimenta o egoísmo natural que faz parte do mundo que a Palavra de Deus nos proíbe amar (1Jo 2.15). O avarento não tem herança no reino de Deus (1Co 6.10). “O amor ao dinheiro é raiz de todos os males” (1Tm 6.10). Basta notar a frequência de notícias de corrupção nos altos escalões do governo para perceber que dinheiro é uma forte fonte de tentação. A maldição das posses é muito sutil. Poucas pessoas reconhecem o seu perigo. A maioria pensa que ganhar mais dinheiro demonstra a bênção de Deus sobre a vida. Em alguns casos, é verdade. Mas, na realidade, a falta de dinheiro pode ser o caminho da bênção, porque humilha, rebaixando os homens ao nível de mendigos. Tornam-se dependentes da graça de Deus, e alvos do amor dos irmãos na fé. A maldição invade nossas igrejas se não há generosidade. A prática da igreja de Jerusalém não nos incentiva a cuidar dos órfãos e viúvas, mesmo diante da declaração que “religião pura e sem mácula” é cuidar dos órfãos e viúvas (Tg 1.27). Um dos casos bíblicos mais impressionantes relata a consequência maldita da mentira de Ananias e Safira (At 5.1-11). Esse casal crente, da igreja de Jerusalém, vendeu uma propriedade. A avareza os levou a concordar em reter uma parte do preço e oferecer a Deus o resto. Mentiram, afirmando que a quantia depositada “aos pés dos apóstolos” era o valor total. O resultado foi a morte sumária dos dois. Por quê? Não foi porque não ofereceram tudo para o Senhor, mas porque mentiram, desejando apresentar-se mais desprendidos do que na realidade foram. Outra surpresa na Palavra é descobrir que é possível distribuir todos os bens entre os pobres sem amor (1Co 13.3).
Se assim for, não há proveito nenhum para o doador. Com isso, Deus quer nos ensinar que podemos dar com motivos errados. Sacrifício material, sem amor, não agrada a Deus e não acarreta benefício algum para o doador. Seguramente muitos filantropos oferecem somas grandes para acolher aos necessitados, mas eles não recebem nenhum proveito diante do Juízo do universo. Joan Kroc, herdeira da fortuna da cadeia mundial de lanchonetes McDonald’s, doou ao Exército de Salvação de San Diego, na Califórnia, 80 milhões de dólares. No juízo final, será revelado se a sra. Kroc terá algum benefício em troca dessa razoável oferta.

Conclusão O privilégio de ser mordomos de Deus, pelo uso das riquezas deste mundo, deve nos segurar diante da tentação da avareza. A maldição do dinheiro somente se transforma em bênção quando o Espírito Santo produz o seu bendito fruto em nossas vidas. Esse fruto é amor e benignidade (generosidade) (Gl 5.22). Vence-se a maldição por meio do Espírito de Cristo que cria uma vida em benefícios dos outros, em lugar do narcisismo feroz.
Russell Shedd

sexta-feira, 3 de julho de 2009

                              Ser Pastor


Qual o sentido dessa palavra? Ser pastor! Uma afirmação tão pequena, mas repleta de tanto significado!
Ser pastor é muito mais que ser um pregador. Está além de ser um administrador de igreja. Muito além de professor ou conferencista. Ser pastor é algo da alma, não apenas do intelecto.
Ser pastor é sentir paixão pelas almas. É desejar a salvação de alguém de forma tão intensa, que nos leve à atitude solidária de repartir as boas-novas com ele. É chorar pelos que se mantém rebeldes. É pensar no marido desta irmã, no filho daquela outra, na esposa do obreiro, nos vizinhos da igreja, nos garotos da rua. Ser pastor é tudo fazer para conseguir ganhar alguns para Cristo.

Ser pastor é festejar a festa da igreja. É alegrar-se com a alegria daquele que conquista um novo emprego, daquele que gradua-se na faculdade, daquele que recebe a escritura da casa própria ou do outro que recebeu alta no hospital. Ser pastor é ter o brilho de alegria ao ver a felicidade de um casal apaixonado, ao ver o sucesso na vida cristã de um jovem consagrado, é festejar a conversão de um familiar de alguém da igreja por quem há tempos se vinha orando. Ser pastor é desejar o bem sem cobiçar para si absolutamente nada, a não ser a felicidade de participar dessa hora feliz.

Mas ser pastor também é chorar. Chorar pela ingratidão dos homens. Chorar porque muitas vezes aqueles a quem tanto se ajudou são os primeiros a perseguirem-nos, a esfaquearem-nos pelas costas, a criticarem-nos, a levantarem falso testemunho contra a igreja e contra nós. É chorar com os que choram, unindo-nos ao enlutado que perdeu um ente querido, é dar o ombro para o entristecido pela perda de um amor, é ser a companhia do solitário, é ouvir a mesma história uma porção de vezes por parte do carente. Chorar com a família necessitada, com o pai de um drogado, com a mãe da prostituta, com a família do traficante, com o irmão desprezado.
Ser pastor é não ter outro interesse senão o pregar a Cristo. É não se envolver nos negócios deste mundo, buscando riquezas, fama e posição. É saber dizer não quando o coração disser sim. É não ir à casa dos ricos em detrimento dos pobres. É não dar atenção demasiada para uns, esquecendo-se dos outros. É não ficar do lado dos jovens, em detrimento dos adultos e vice-versa. Ser pastor é não envolver-se em demasia com as pessoas, ao ponto de se perder a linha divisória do amor e do respeito, do carinho e da disciplina. Ser pastor é não aceitar subornos nem tampouco desprezar os não expressivos.

Ser pastor é ser pai. É disciplinar com carinho e amor, conquanto com a firmeza da vara, da correção e, não raras vezes, da exclusão de pessoas queridas. É obedecer a Bíblia, não aos homens. É seguir a Deus, não ao coração. Ser pastor é ser justo. Ser pastor é saber dizer não, quando a emoção manda dizer sim. Ser pastor é ter a consciência de não ser sempre popular, principalmente quando tiver que tomar decisões pesadas e difíceis, e saber também ser humilde quando a bênção de Deus o enaltecer diante do rebanho e diante do mundo. Os erros são nossos, mas a glória é de Deus.

Ser pastor é levantar-se quando todos estão dormindo e dormir quando todos estão acordados, socorrendo ao necessitado no horário da necessidade. Ser pastor é não medir esforços pela paz. É pacificar pais e filhos, maridos e esposas, sogros e genros, irmãos e irmãs. Ser pastor é sofrer o dano, o dolo, a injustiça, confiando nAquele que é o galardoador dos que o buscam. Ser pastor é dar a camisa quando lhe pedem a blusa, andar duas milhas quando o obrigam a uma, dar a outra face quando esbofeteado.

Ser pastor é estar pronto para a solidão. É manter-se no Santo dos Santos de joelhos prostrados, obtendo a solução para os problemas insolúveis. Ser pastor é não fazer da esposa um saco de pancadas, onde descontar sua fragilidade e cansaço. Ser pastor é ser sacerdote, mantendo sigilo no coração, mantendo em segredo o que precisa continuar sendo segredo, e repartindo com as pessoas certas aquilo que é "repartível". Ser pastor é muitas vezes não ser convidado para uma festa, não ser informado de uma notícia ou ser deixado de fora de um evento, e ainda assim manter a postura, a educação, o polimento e a compaixão. Ser pastor é ser profeta, tornar o seu púlpito um "assim diz o Senhor", uma tocha flamejante, um facho de luz, uma espada de dois gumes, afiada e afogueada, proclamando aos quatro ventos a salvação e a santificação do povo de Deus.

Ser pastor é ser marido e ser pai. É fazer de seu ministério motivo de louvor dentro e fora de casa. É não causar à esposa a sensação de que a igreja é uma amante, uma concorrente, que lhe tira todo o tempo de vida conjugal. Ser pastor é amar aos seus filhos da mesma forma que ensina aos pais cristãos amarem aos seus. É olhar para os olhos de seus filhos e ver o brilho de seus próprios olhos. É preocupar-se menos com o que os outros vão pensar e mais no que os filhos vão aprender, sentir e receber. É ver cada filho crescer, dando a cada um a atenção e o amor necessários. É orgulhar-se de ser pai, alegrar-se por ser esposo, servir de modelo para o povo. E, quando solteiro, tornar a sua castidade e dignidade modelo dos fiéis, enaltecendo ao Senhor, razão de sua vida.

Ser pastor é pedir perdão. Se os pastores fossem super-homens, Deus daria a tarefa pastoral aos anjos, mas preferiu fazer de pecadores convertidos os líderes de rebanho, pois, sendo humanos, poderiam mostrar aos demais que é possível ser uma bênção. Mas, quando pecarem, saberem pedir perdão. A humildade é uma chave que abre todas as portas, até as portas emperradas dos corações decepcionados. A humildade pode levar o pastor à exoneração, como prova de nobresa e integridade, como pode fazê-lo retomar seus trabalhos com maior pujança e vigor. Há pecados que põem fim a um ministério e ser pastor é saber quando o tempo acabou. Recomeçar é possível, mas nem sempre. Ser pastor é saber discernir entre ficar ou sair, entre continuar pastor e recolher-se respeitosamente.

Ser pastor é crer quando todos descrêem. Saber esperar com confiança, saber transmitir otimismo e força de vontade. É fazer de seu púlpito um farol gigantesco, sob cuja luz o povo caminha sempre em frente, para cima e em direção a Deus. Ser pastor é ver o lado bom da questão, é vislumbrar uma saída quando todos imaginarem que é o fim do túnel. Ser pastor é contagiar, e não contaminar. Ser pastor é inovar, é renovar, é oferecer-se como sacrifício em prol da vontade de Deus. Ser pastor é fazer o povo caminhar mais feliz, mais contente, é fazer a comunidade acreditar que o impossível é possível, é fazer o triste ser feliz, o cansado tornar-se revigorado, o desesperado ficar confiante e o perdido salvar-se. As guerras não são ganhas com armas, mas com palavras, e as do pastor são as palavras de Deus, portanto, invencíveis.
Ser pastor é saber envelhecer com dignidade, sem perder a jovialidade. É ser amigo dos jovens e companheiro dos adultos. Ser pastor é saber contar cada dia do ministério como uma pérola na coroa de sua história. Ser pastor é ser companhia desejada, querida, esperada. É saber calar-se quando o silêncio for a frase mais contundente, e falar quando todos estiverem quietos. Ser pastor é saber viver. Ser pastor é saber morrer.

E quando morrer, deixar em sua lápide dizeres indeléveis, que expressem na mente de suas ovelhas o que Paulo quis dizer, quando estava para partir: "combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé". Ser pastor é falar mesmo depois de morto, como o justo Abel e o seu sangue, através de sua história, de seu exemplo, de seus escritos, de suas gravações. Ser pastor é deixar uma picada na floresta, para que outros venham habitar nas planícies conquistadas para o Reino do Senhor. Ser pastor é fazer com que os filhos e os filhos dos filhos tenham um legado, talvez não de propriedades, dinheiro ou poder político, mas o legado do grande patriarca da família, daquele que viveu e ensinou o que é ser um பச்டோர்.

Autor: Pr. Wagner Antonio de Araújo

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Missão e Projeto Kumbaya: RELACIONAMENTO ENTRE SOLTEIROS

Missão e Projeto Kumbaya: RELACIONAMENTO ENTRE SOLTEIROS

ZAQUEU, Sobe ou Desce?

Alguns internautas têm me instigado a analisar a composição “Faz um milagre em mim”. Eu vinha evitando fazer isso, a fim de não provocar a ira dos fãs do cantor que interpreta esse hit “evangélico”. Afinal, vivemos em uma época em que dar uma opinião à luz da Bíblia desperta a fúria daqueles que dizem ser servos de Deus, mas são, na verdade, fãs, fanáticos e cristãos nominais.

Resolvi, pois, atender os irmãos que desejam obter um esclarecimento quanto ao conteúdo da canção mais cantada pelo povo evangélico na atualidade, a qual começa assim: “Como Zaqueu, eu quero subir o mais alto que eu puder”.

Primeira pergunta para reflexão: Zaqueu, quando subiu na figueira, era um seguidor de Jesus, um verdadeiro adorador? Não. Ele era um chefe dos publicanos, desobediente a Deus e corrupto (Lc 19.1-10). Nesse caso, como um crente em Jesus Cristo, liberto do poder do pecado, pode ainda desejar ser como Zaqueu, antes de seu maravilhoso encontro com Jesus?


Segunda pergunta para reflexão: Por que Zaqueu subiu naquela árvore? Ele estava sedento por salvação? Queria, naquele momento, ter comunhão com Jesus? Não. A Palavra de Deus afirma: “E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um varão chamado Zaqueu; e era este chefe dos publicanos, e era rico. E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura” (Lc 19.1-3). Ele não subiu na figueira porque estava desejoso de ter comunhão com Jesus, mas porque estava curioso para vê-lo.

Terceira pergunta para reflexão: O verdadeiro adorador deve agir como Zaqueu, ou como o salmista, que, ao demonstrar o seu desejo de estar na presença de Deus, afirmou: “Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” (Sl 42.1,2)? Será que o pecador e enganador Zaqueu tinha a mesma sede do salmista? Por que um verdadeiro adorador desejaria ser como Zaqueu?

Mas o hit “evangélico” continua: “Só pra te ver, olhar para ti e chamar sua atenção para mim”. Outra pergunta para reflexão: Será que precisamos subir o mais alto que pudermos para chamar a atenção do Senhor? Zaqueu, segundo a Bíblia, subiu na figueira por curiosidade. Mas Jesus, olhando para cima, lhe disse: “Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa” (Lc 19.5). Observe que não foi Zaqueu quem chamou a atenção de Jesus. Foi o Senhor quem olhou para cima e viu aquele pecador perdido e atentou para ele (cf. Mt 9.36).

A atitude de Zaqueu que nos serve de exemplo não foi o subir, e sim o descer, para atender o chamamento de Jesus: “E, apressando-se, desceu, e recebeu-o gostoso” (Lc 19.6). Por conseguinte, pergunto: O adorador, salvo, transformado, precisa subir para chamar a atenção de Jesus? Não. Na verdade, o Senhor está com o contrito e abatido de espírito (Is 57.15). Espiritualmente falando, Ele atenta para quem desce, e não para quem sobe (Sl 138.6; Lc 3.30).

Mais uma pergunta para reflexão: Se a atitude que realmente recebe destaque, na história de Zaqueu, foi a sua descida, por que a canção enfatiza a sua subida? O mais lógico não seria cantar “Como Zaqueu, eu quero descer”? Reflitamos. Afinal, como diz uma frase que circula na grande rede, o Senhor Jesus morreu para tirar os nossos pecados, e não a nossa inteligência.

A composição não é de todo condenável, pois o adorador que se preza deve mesmo cantar: “Eu preciso de ti, Senhor. Eu preciso de ti, ó Pai. Sou pequeno demais, me dá a tua paz”. Mas, a frase seguinte provoca outra pergunta para reflexão: “Largo tudo pra te seguir”. Estamos mesmo dispostos a largar tudo para seguirmos ao Senhor? E mais: É preciso mesmo largar tudo para segui-lo?

O que o Senhor Jesus nos ensina, em sua Palavra? Em Mateus 16.24, Ele disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me”. Renunciar não é, necessariamente, abandonar, largar, mas pôr em segundo plano. A própria família pode ser um obstáculo para um adorador. Deve ele, nesse caso, largá-la, abandoná-la? Claro que não! Renúncia equivale a priorizar uma coisa em detrimento de outra.

Não precisamos largar a família, o emprego, etc. para seguir o Senhor! Mas precisamos considerar essas coisas secundárias ante a relevância de priorizar a comunhão com Jesus (Mt 10.27). Nesta última passagem vemos que o adorador deve amar prioritariamente o Senhor Jesus, mas sem abandonar tudo para segui-lo! Não confundamos renúncia com abandono. O que devemos largar para seguir a Jesus é a vida de pecado, e não tudo.

A canção continua: “Entra na minha casa. Entra na minha vida”. O compositor se refere a Zaqueu, mas não foi este quem convidou o Senhor para entrar em sua casa. Na verdade, foi Jesus quem lhe disse: “Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa” (Lc 19.5). Nota-se, pois, que esta parte da canção não é essencialmente cristocêntrica, e sim antropocêntrica. Mais uma pergunta para reflexão: O hit em apreço prioriza a obra que Jesus faz na vida do pecador, ou dá mais atenção ao que o homem, o ser humano, faz para conseguir o que deseja? A canção enfatiza a Ajuda do Alto, ou a autoajuda?

Outra pergunta: Um verdadeiro adorador, um servo de Deus, alguém que louva a Jesus de verdade, que canta louvores ao seu nome, não é ainda uma habitação do Senhor? Por que pedir a Ele que entre em nossa casa e em nossa vida, se já somos moradas de Deus (Jo 14.23; 1 Co 6.19,20)?

A parte mais contestada da composição em apreço sinceramente não me incomoda muito: “Mexe com minha estrutura. Sara todas as feridas”. Que estrutura seria essa? No Salmo 103.14 está escrito: “... ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó”. Deus, é claro, conhece-nos profundamente. Ele conhece a totalidade do ser humano: espírito, alma e corpo (1 Ts 5.23; Hb 4.12). Creio que o compositor tomou como base o que aconteceu com Zaqueu. O seu encontro com o Senhor mudou a sua vida por completo, “mexeu com a sua estrutura” (Lc 19.7-10). Deus faz isso na vida do pecador, no momento da conversão, e continua a transformar os salvos, a cada dia (2 Co 3.18).

Quanto a sarar feridas, o Senhor Jesus de fato nos cura interiormente. Mas não pense que estou aqui defendendo a falsa cura interior, associada a regressão psicológica, maldição hereditária, etc. Não! O Senhor Jesus, mediante a Palavra de Deus e a ação do Espírito Santo, cura os quebrantados do coração, dando-lhes uma nova vida (Lc 4.18; 2 Co 5.17).Diz ainda a canção: “Me ensina a ter santidade. Quero amar somente a ti. Porque o Senhor é o meu bem maior”. Sendo honesto e retendo o que é bom na composição (1 Ts 5.21), Deus, a cada dia, nos ensina a ser santos, em sua Palavra (Hb 12.14; 1 Pe 1.15-25). Além disso, Ele é, sem dúvidas, o que temos de mais precioso mesmo e, por isso, devemos amá-lo acima de todas as coisas (2 Co 4.7; Lc 10.27).

Quanto à última frase “Faz um milagre em mim”, o compositor comete o mesmo erro de português constante da campanha de publicidade da Embratel: “Faz um 21”. Na verdade, no caso da canção o correto seria: “Faze um milagre em mim”. E, no caso da Embratel: “Faça um 21”. Quer saber por quê? Aí já é querer demais, não é? Investigue, pesquise, caro internauta, principalmente se você é um editor de blog. Conhecer o vernáculo é uma necessidade de quem lida com textos.


Diante do exposto, que os pecadores, à semelhança de Zaqueu, desçam, humilhem-se, a fim de receberem a gloriosa salvação em Cristo (Lc 18.9-14). E quanto a nós, os salvos, os verdadeiros adoradores, em vez de subirmos o mais alto que pudermos, que também desçamos a cada dia, humilhando-nos debaixo da potente mão de Deus (1 Pe 5.6), a fim de que Ele nos ouça e nos abençoe (2 Cr 7.14,15).

sábado, 13 de junho de 2009

Nepotismo, o governo esta tentando acabar com isso, e nas igrejas?

Esta prática abominável se torna pior na igreja do que já é no mundo, pois apenas os parentes de Líderes tem oportunidade de trabalhar na igreja, independente de ter ou não vocação ministerial. Com isso as igrejas despreza as qualificações bíblicas de um obreiro cristão, registradas por Paulo sob inspiração divina nas epístolas de I Timóteo 3:1-7 e Tito 1:5-9.
( I Timóteo 3:1-7)1 ESTA é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.2 Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;3 Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento;4 Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia5 (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?);6 Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo.7 Convém também que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em afronta, e no laço do diabo.(Tito 1:5-9. )5 Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei:6 Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes.7 Porque convém que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância;8 Mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante;9 Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizente
Nessas instruções da Palavra de Deus, Paulo deixa claro que quem estabelece os presbíteros (anciãos, pastores, bispos, ou qualquer cargo correlato) são os ministros da igreja que já foram outrora ordenados também. (vide Tito 1:5, Atos 14:23). (Tito 1:5) 5 Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei:(Atos 14:23). 23 E, havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao SENHOR em quem haviam crido.
A ordenação deve ser feita com oração, nos moldes bíblicos, porém quem está ordenando é o homem, e não o Espírito Santo. Portanto, o correto é o presbitério (conselho dos presbíteros ou anciãos) se pronunciar perante a irmandade dizendo: Nós oramos e decidimos apresentar irmão fulano de tal para o ministério tal; e não ficar mentindo e blasfemando, dizendo que foi o Espírito Santo que revelou. Vira até motivo de chacota, pois como pode o Espírito Santo revelar toda a família de determinados anciãos para o ministério?Será que só na família dos tais é que tem pessoas espirituais, que podem ser usadas na obra de Deus? Ora, isso é uma afronta às Escrituras e a inteligência humana. Quando nós chamamos os líderes das igrejas de papas toda a irmandade fica ofendida, porém vocês entendem agora o porquê de ironizarmos assim?Chamamos de papa pela “infalibilidade” e pelo “nepotismo”. Essas práticas do líder da Igreja Romana são encontradas na igrejas atuais também, pois os líderes se consideram “ungidos infalíveis do Espírito Santo”, e cometem nepotismo ordenando seus familiares (filhos, netos, cunhados, cunhadas, genros, noras, irmãos, etc) para o ministério. Muitos líderes nas igrejas querem justificar a ordenação de parentes, alegando que se eles são nepotistas Jesus também foi, pois elegeu parentes. Ora, isso é ridículo! Tiago era meio-irmão de Jesus (por parte de Maria), mas em nenhum lugar da Bíblia vemos relatado que foi Jesus que o ordenou para o Ministério. Esse Tiago irmão de Jesus não era nenhum dos 2 Tiago que eram dos doze (um irmão de João e outro filho de Alfeu), mas sim o apóstolo Tiago que escreveu a epístola universal de Tiago. Outro argumento falacioso das lideranças é que o sacerdócio do Antigo Testamento era todo da família de Arão, que era da tribo de Levi. Se fosse para considerar literalmente o grau de parentesco, não seria porventura o verdadeiro parentesco cristão o que disse Jesus: “todo aquele que faz a vontade de meu Pai esse é minha mãe, e irmão e irmã? Essas desculpas esfarrapadas inventadas por alguns lideres evangélicos para justificar sua prática blasfema de atribuir a Deus suas próprias decisões, é totalmente anti-bíblica. Na verdade usam desse artifício para intimidar os irmãos que poderia questioná-los por tantas ordenações de parentes, e não o fazem com medo de blasfemar contra o Espírito Santo. Percebemos com isso que a maioria dos evangélicos tem mais medo de blasfemar contra o Espírito Santo do que seus líderes, pois esses últimos blasfemam inadvertidamente para que possam estabelecer suas famílias inteiras no Ministério. Uma das características marcantes de muitos irmãos, tem sido a luta contra o nepotismo blasfemo praticado por muitos líderes e igrejas evangélicas. Todos os detalhes das práticas nepotistas nas igrejas, esta a cada dia mais freqüentes nas igrejas, normalmente acontecem por trás dos bastidores e enganam todos os irmãos que acredita que eles são “ungidos de Deus”. Pagamentos de dívidas e de favores em troca de Ministério, e outras falcatruas mais você pode ser vistos a cada dia mais com freqüência. Surge ainda uma pergunta: - Como ficarão os que têm o dom de Deus e nunca serão revelados, por não fazerem parte da “família real”? Não serão eles cúmplices de erro, por não quererem servir a Deus com os dons que Deus lhes deu fora da igreja. Não estão por acaso impondo a Deus a condição de só querer usar o dom se for na sua igreja.Por acaso o dom que eles têm foi a eles ( líderes) que lhes deu? E o que será de outros que foram cortados e não podem usar o dom fora da igreja?Faz-se necessário um retorno urgente às Escrituras Sagradas, para que a Reforma possa acontecer o mais depressa possível. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” – João 8:32


projetokumbaya@hotmail.com

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Não terás outros deuses diante de mim

"Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.

Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos." EXODO 20:3-6

"NÃO fareis para vós ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura, nem estátua, nem poreis pedra figurada na vossa terra, para inclinar-vos a ela; porque eu sou o SENHOR vosso Deus." Levítico 26:1.

"Para que não vos corrompais, e vos façais alguma imagem esculpida na forma de qualquer figura, semelhança de homem ou mulher;" Deuteronômio 4:16.

"Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra;" Deuteronômio 5:8

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Há Salvação fora da Igreja?

Ainda que involutariamente, o questionamento atravessa séculos, permanecendo e provocando discussões entre cristãos
Por João Neto
''Perdi um amigo que não chegou a freqüentar nenhuma igreja evangélica. Porém ele acreditava em Deus e reconhecia o Seu poder. Ele foi salvo?''. Esse pode ser o questionamento de muitos cristãos que passaram pela perda de amigos, parentes ou até mesmo do cônjuge. Uma pessoa que freqüenta a igreja dá sinais da fé que professa, mas será que essa prova é necessária para a salvação do homem?
Em entrevista ao Guia-me, o pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória (ES), Hernandes Dias Lopes, mostrou que tal indagação possui uma complexidade maior do que se imagina. Segundo o teólogo, quando fala-se em Igreja, pode-se fazer referência à igreja visível (instituição, templo, denominação) e à invisível (corpo de Cristo). ''A grande questão é definir o que é Igreja. A salvação não pode ser desvinculada da Igreja se a entendemos como corpo de Cristo, a noiva do Cordeiro, a igreja invisível. É possível que alguém faça parte da igreja invisível sem ser membro da igreja visível'', lembrou.
Para responder parte deste questionamento, Rev. Hernades cita dois exemplos específicos, o de um dos ladrões crucificados ao lado de Jesus (Lc 23:32-43) e o de Judas (Mt 27:5): ''O ladrão na cruz, arrependido, não teve tempo de ser batizado nem de filiar-se a uma igreja [visível]'', expôs o reverendo, lembrando que, por reconhecer Jesus como filho de Deus naquele momento e aceitá-Lo como seu salvador, o infrator já estava salvo, fazendo parte assim da igreja invisível. ''É possível também, alguém ser membro da igreja visível e não ser membro da igreja invisível. Judas foi apóstolo de Cristo e não foi salvo''.
Apesar de afirmar que a salvação não necessita da igreja como instituição, Hernandes Dias Lopes reiterou a importância da comunidade no cotidiano cristão e do batismo como forma de integração à vida comunitária. ''Isso não é uma desculpa para deixar de fazer parte da igreja visível. Precisamos ser integrados à comunhão da igreja pelo batismo (Mt 28.19,20). Um crente que despreza a comunhão dá provas que não pertence ao corpo de Cristo'', afirmou.
Comunhão: caminho para conhecer a DeusEm seu livro ''Janelas para a Vida - Espiritualidade do Cotidiano'', o Pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto (DF), Ricardo Barbosa de Sousa, assume que se questionou a respeito da importância da igreja em sua vida durante sua juventude: ''Será que o que eu experimento nela, eu não conseguiria noutro lugar?"; "Será que não me tornei um dependente eclesiástico, daqueles que, por não saberem conviver consigo mesmos, por terem medo da solidão, precisam da comunidade?". "Responder esta pergunta foi pra mim uma tarefa mais que teológica, era existencial''.
Confirmando o raciocínio proposto pelo Rev. Hernandes, Ricardo Barbosa lembra da importância da comunhão como um fator inerente ao ser humano. ''O verdadeiro ser é uma pessoa livre, uma pessoa que livremente ama, que livremente afirma sua identidade numa comunhão com outra pessoa. Afirmamos que cremos num único Deus porque cremos numa comunhão tão perfeita de amor e entrega que não vemos três, mas um único e indivisível Deus onde a comunhão precede e determina o ser'', afirma.
A base bíblica para que Souza cite a importância da comunhão praticada na Igreja vem das palavras do próprio Cristo, as quais recebem a interpretação do teólogo. ''O conhecimento de Deus só é possível a partir da compreensão e aceitação dessa comunhão, pelo fato de Ele mesmo não existir fora dela. Jesus afirmou: "Ninguém sabe quem é o Filho, senão o Pai; e também ninguém sabe quem é o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar". Esta declaração demonstra o quanto o ser de Deus é intrinsecamente relacionado; o quanto o conhecimento depende da comunhão''.
Agência Exclusiva de DeusPastor da Igreja Presbiteriana Central de São Vicente (SP), o Rev. Fábio Ciribelli lembra a importância da Igreja como ''agência exlusiva do reino de Deus'', recorrendo à passagem bíblica de Efésios 3.8-12. ''Em minha avaliação encontro a Igreja (organismo ou 'invisível' e organização ou 'visível') como 'agência exclusiva do Reino de Deus' entre 'principados e potestades nos lugares celestiais' e 'homens e mulheres' na terra'', afirma.
Ainda no livro de Efésios, Pr. Ciribelli lembra que a igreja não é a responsável pela salvação do indivíduo, mas sim quem a proclama, anuncia tal possibilidade e mantém a fé do indivíduo enqüanto cristão. ''Em Efésios 3.8-12 (ela anuncia em todo tempo os 'desígnios de Deus e a multiforme sabedoria de Deus'). Passamos por Romanos 10.16-21 (a ininterrupta pregação do evangelho, que alcançará a toda criatura). Por I Co 1-9 ( pela igreja Deus habilita o seu povo e com sua graça o sustenta na fé). E, por fim, podemos ficar com Efésios de novo 4.7-16, mostrando o papel de equipar os santos para toda boa obra feito pela igreja'', expõe.
O fato de a Igreja não poder caminhar sem a orientação divina não deixou de ser lembrado por Ciribelli, que citou dons espirituais como fatores de aperfeiçoamento da comunidade. ''Em Filipenses, Paulo fala que é Deus quem opera em nós tanto o querer como o realizar e em Efésios Paulo diz que Jesus Deus dons de apóstolo, profetas, evangelistas, pastores e mestres para aperfeiçoar a igreja na vida cristã e em todo o seu papel de sustentação da salvação'', conclui.


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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Precisamos Evangelizar

IDE

O mundo só será salvo se invocar o nome do SENHOR, mas isso nunca acontecerá se alguém não for e pregar onde Cristo ainda não foi anunciado (Rm 15.20,21). Por sua vez, isso só acontecerá se este alguém for enviado. Enviado pela igreja. Todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo. Como porém, invocarão Aquele em que não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão se não há quem pregue? E como pregarão se não forem enviados? (Rm 10.13-15).

Paulo não considerava outro caminho. Não cogitava de missionários independentes, como profetas solitários, saindo pelo mundo. Quando ele e Barnabé partiram de Antióquia para evangelizarem os gentios, eles foram enviados pelo ESPÍRITO SANTO , por meio da Igreja (At 13.1- 4). A medida que desbravava novos campos e estabelecia o Reino de Deus onde antes, só imperavam as trevas, as novas igrejas fundadas por ele ou mesmo por outros, o ENVIAVA a outros lugares ainda mais distantes (Fp 4.15 Rm 15.22-24). Deste modo avançava a Igreja sobre as portas do inferno (Mt 16.18b).

Há um esforço de Deus em enviar obreiros aos gentios para lhes abrirem os olhos e convertê-los das trevas para a luz e da potestade de Satanás para Deus, a fim de que recebam eles remissão de pecados e herança entre os que são santificados pela fé em mim. (At 26.17,18). Estas são palavras do próprio SENHOR JESUS para Paulo. Estas palavras fazem arder minha consciência porque expressam o coração bondoso do nosso AMADO JESUS e Seu desejo e expectativa.

Era como se o SENHOR dissesse:

"Paulo, eles estavam incluídos na minha cruz, mas não sabem disso! Seus pecados foram pagos e remidos, mas eles não sabem disso! Podem ser filhos do meu Pai, incluídos em nossa família (Ef 2.17-22), participantes da minha própria herança (Rm 8.17), mas eles não sabem disso! Se crerem em Mim serão santificados, como você, mas eles não sabem disso! Quero derramar em seus coraçoes o Espírito de adoração (Rm 8.14-16), quero que bebam do Meu Espírito (1Co 12.13), mas como fazê-lo se eles não sabem nada a meu respeito?

" Paulo respondeu a este esforço de DEUS com pronta obediência (At 26.19,20). Ele esperava que as igrejas entendessem isso, se envolvessem e, como evidência de que estavam comprometidas com o SENHOR neste esforço de alcançar o mundo.

Ora, clama, chora, jejua e sofre para que Deus entre nas casas, nas cidades, nas nações, de tal modo que a terra se encha do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar (Hc 2.14).

Como invocarão Aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?Era como se o SENHOR dissesse: É tua responsabilidade!Como serei conhecido se a igreja não for e não me anunciar? A quem enviarei, e quem há de ir por nós? (Is 6.8). Aqui entra a atitude profética da igreja. o profeta cabe tornar conhecida a vontade de DEUS e confrontar o engano com a verdade. (Onde não há confronto a verdade não se estabelece!)

Não iremos como indivíduos, como profetas solitários. Iremos como igreja, estando absolutamente convencidos que a atuação sacerdotal da igreja, intercedendo aqui, será tão ou mais importante quanto nossa presença profética, proclamando a verdade.

Sei que haverá dificuldades. Não desprezo a oposição de Satanás (1Ts 2.18 Ef 6.10-12). Ele não ficará assistindo seu reinado ser ameaçado e irá se opor de todas as formas. Não desprezo, mas também não me assusto, pois temos do SENHOR uma ordem e uma promessa: "Ide e fazei discípulo." (MT 28.19)


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terça-feira, 5 de maio de 2009

O que a Bíblia diz sobre paciência?

Pergunta: "O que a Bíblia diz sobre paciência?"Resposta: Margaret Thatcher uma vez disse: “Eu sou extremamente paciente contanto que eu consiga o que quero no final”. Quando tudo está indo do jeito que queremos, é fácil demonstrar paciência. O verdadeiro teste de paciência aparece quando nossos direitos são violados; quando o carro esporte nos corta no trânsito; quando um grupo de adolescentes estão se comportando de forma inadequada; quando o nosso colega de trabalho ridiculariza a nossa fé mais uma vez. Algumas pessoas acham que têm o direito de ficar chateados quando enfrentando irritações e provações. Impaciência é quase como uma ira justa. A Bíblia, no entanto, fala de paciência como um fruto do Espírito (Gálatas 5:22), o qual deve ser produzido por todos os Cristãos (1 Tessalonicenses 5:14). Paciência revela nossa fé no fato de que Deus sabe qual o melhor tempo para tudo e que Ele é onipotente e amoroso.Apesar da maioria das pessoas considerarem paciência como uma espera passiva ou tolerância gentil, a maioria das palavras gregas traduzidas como “paciência” no Novo Testamento são palavras ativas e saudáveis. Considere, por exemplo, Hebreus 12:1: “Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta”. Pode alguém correr a carreira esperando passivamente por pessoas que enrolam ou gentilmente tolerando os trapaceiros? Claro que não! A palavra traduzia paciência nesse versículo significa tolerância. Um Cristão corre a carreira quando pacientemente persevera através das dificuldades com a esperança do Céu. Na Bíblia, paciência é perseverar rumo ao alvo, aguentar as dificuldades ou esperar ansiosamente que a promessa seja cumprida.É claro que paciência não acontece da noite para o dia na vida de um crente. O poder e a bondade de Deus são muito importantes para o desenvolvimento da paciência em Seus filhos. Colossenses 1:11 nos diz que somos fortalecidos,”segundo a força da sua glória, em toda a paciência, e longanimidade com gozo”, enquanto Tiago 1:3-4 nos encoraja a saber que provações são a forma que Deus usa para aperfeiçoar nossa paciência. Nossa paciência se desenvolve e fortalece ainda mais quando descansamos na perfeita vontade de Deus e no Seu tempo, mesmo quando à face de homens perversos: “Descansa no SENHOR, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos” (Salmo 37:7). No fim das contas, nossa paciência é recompensada: “Sede pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia. Sede vós também pacientes, fortalecei os vossos corações; porque já a vinda do Senhor está próxima” (Tiago 5:7-8). “Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca” (Lamentações 3:25).Podemos ver na Bíblia muitos exemplos de pessoas cuja paciência foi característica de sua caminhada com Deus. Tiago nos aponta aos profetas: “Meus irmãos, tomai por exemplo de aflição e paciência os profetas que falaram em nome do Senhor”(Tiago 5:10). Ele também se refere a Jó, cuja perseverança foi recompensada: “Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó, e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso” (Tiago 5:11). Abraão também foi paciente: “E assim, esperando com paciência, alcançou a promessa” (Hebreus 6:15). Assim como Jesus é o nosso modelo em todas as coisas, Ele demonstrou ser o modelo perfeito com sua perseverança paciente: “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus” (Hebreus 12:2).Como podemos demonstrar paciência que é característica de nossas novas vidas em Cristo? Primeiro, devemos agradecer a Deus. A primeira reação geralmente é: “Por que eu?”, mas a Bíblia nos diz que devemos regozijar na vontade de Deus (Filipenses 4:4; 1 Pedro 1:6). Segundo, devemos procurar pelos seus objetivos. Às vezes Deus nos coloca em situações difíceis para nos dar a oportunidade de testemunhar. Outras vezes, Ele pode permitir uma provação para santificar nosso caráter. Lembrar que Seu propósito é para o nosso crescimento e Sua glória vai nos ajudar a perseverar em provações. Terceiro, devemos lembrar de Suas promessas, tal como a de Romanos 8:28, a qual nos diz: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito”. “Todas as coisas” incluem as coisas que testam nossa paciência.Da próxima vez que você for cortado no trânsito, traído por um amigo ou mangado por seu testemunho, como você vai responder? A resposta natural é impaciência, a qual acaba levando a mais estresse, raiva e frustração. Graças a Deus que Cristãos não estão mais presos à “resposta natural” porque temos uma nova natureza, a natureza de Cristo (2 Coríntios 5:17). Pelo contrário, agora é que devemos ter a força do Senhor para responder com paciência e com confiança completa no poder e propósito do Pai. “A vida eterna aos que, com perseverança em fazer bem, procuram glória, honra e incorrupção” (Romanos 2:7).




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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Visão panorâmica da obra de Deus

(1 TM. 2:3-4) "Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade".
1) O que Deus quer?
A realização do seu propósito eterno:
O propósito eterno é:
"Que sejamos uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus para a glória de Deus Pai".
a)Que todo homem seja um discípulo de Jesus:
(1 TM. 2:3-4) "Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade".
b)Que todo discípulo de Jesus seja conformado a imagem e semelhança de Jesus!
(vida - caráter) + (unção - carisma) + (serviço - obras).
(RM 8:28-30) "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou".
c)Que todo discípulo seja comprometido no corpo de Cristo:
(EF 4:16) "de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor".
(CL 2:19) "e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus".
d)Que todo discípulo de Jesus faça discípulos:
(MT 28:18-20) "Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século".
2) A estratégia do Senhor é o desempenho do serviço dos santos:
(EF 4: 11-16) "E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor".
a) CONCIENTIZAR cada discípulo do seu serviço:
b) EQUIPAR cada discípulo com os recursos de Deus:
c) RELACINAR cada discípulo através dos vínculos formando um corpo ordenado e direcionado em função do propósito eterno:
d) MOBILIZAR cada discípulo para a AÇÃO, para o serviço de testemunhas e o ministério de edificar nas juntas e ligamentos:
3) Nossa atitude na obra de Deus:
As características que cada discípulo deve ter em função do propósito eterno:
(FL 2:5) "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus".
a) implicidade.
(2CO 11:3) "Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo".
b) Concentração.
(FL 3:13-14) "Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus".
c) Intensidade.
(CL 1:29) "para isso é que eu também me afadigo, esforçando-me o mais possível, segundo a sua eficácia que opera eficientemente em mim".
d)Continuidade.
(HB 6:10-12) "Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos. Desejamos, porém, continue cada um de vós mostrando, até ao fim, a mesma diligência para a plena certeza da esperança; para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela longanimidade, herdam as promessas".
e)Sacrifício.
(2CO 12:15) "Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol da vossa alma. Se mais vos amo, serei menos amado?".


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sexta-feira, 24 de abril de 2009

È Proibido Tocar na Noite

È Proibido Tocar na Noite

Esse é uma das perguntas mais questionadas entre músicos cristãos que entram na profissionalização. Assunto de grande polêmica e discussão entre os chamados “levitas”.
Os que dizem que “não tocam” ressaltando como uma “obra pecaminosa” são tachados de radicais, antiquados, fanáticos, moralistas e ultrapassados. Por outro lado, os que assumem uma postura positiva e se envolvem na noite são vistos como liberais, mundanos e pessoas que não assumem um real compromisso diante de Deus.
Como responder esta questão? Para o cristão, existe um absoluto a respeito deste tema ou podemos dizer que é relativo?
Confesso que uma resposta exige um posicionamento pessoal sincero e responsável. Poderemos ouvir a opinião dos grandes músicos cristãos e segui-los em seus conceitos e valores. Poderíamos também ouvir a consideração de amigos, pais, e até de coisas inanimadas, como o nosso “extrato bancário”, às vezes, negativo.
Na minha caminhada ministerial como músico instrumentista convites não faltaram para atuar na noite. Muitos perguntam qual o meu posicionamento acerca deste tema e, o que mais me entristece é que identifico que na maior parte das vezes não buscam um conselho ou orientação; na verdade estão apenas em busca de alguém para ratificar sua posição já adotada, procurando amenizar a responsabilidade que assumiram perante Deus e a sociedade. No fundo, muitos sabem que estão em um caminho errante e incomodados com tal conjuntura, procuram alguém de projeção que compactuem com seus objetivos.
Qual a minha resposta? Realmente fico constrangido em dizer “minha” resposta! Humildemente admito que não sou o dono da verdade. A verdade não está em minhas palavras. Vivemos em um mundo relativista e pecaminoso onde não existem mais absolutos. Diante de tal situação, procuro respostas no manual de ética e conduta cristã onde qualquer pessoa denominada “cristã” tem acesso; a única e absoluta verdade, a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Paulo, impelido pelo Espírito Santo, advertiu em sua carta à igreja romana e a todos nós:
“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:2.
Infelizmente muitos músicos levantados por Deus estão sendo ofuscados por seus desejos de realização, não se importando em qual atividade ou terreno de atuação irão desenvolver os seus dons naturais doados por Deus. Não querem pagar um preço para realizarem-se dentro das fronteiras eclesiásticas. O dinheiro e as ditas ”oportunidades imperdíveis” no mundo secular falam mais alto. Se fecham para enxergar o alto preço que Jesus pagou pelos nossos pecados. Preço pago para que vivamos em busca de santidade e, através dos nossos dons e talentos, possamos contribuir com o Reino de Deus e não mais em colaboração com as obras das trevas.
Me resta responder a questão. Antes, recomendo a leitura de mais alguns textos bíblicos que fundamentariam nossa investigação:
· "E não vos associeis às obras infrutíferas das trevas, antes, porém, reprovai-as". Efésios 5:7-11.
· "Não te tornes cúmplice de pecados de outrem; conserva-te a ti mesmo puro", I Timóteo 5:22.
· "Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas". Apocalipse 18:4.
· "Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes", I Coríntios 15:33.
· "Guarda-te de fazeres pacto com os habitantes da terra em que hás de entrar, para que isso não seja por laço no meio de ti" Êxodo 34:12.
· "Que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia há entre Cristo e Satanás? Ou que parte tem o crente com o incrédulo? ...somos santuário do Deus vivo, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo". II Coríntios 6:14-16.
· "Jeosafá, rei de Judá, se aliou com Acazias, rei de Israel, que procedeu impiamente...". "Porque te aliaste com Acazias, o Senhor destruiu as tuas obras". II Crônicas 20:35-37.
· "E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus". Romanos 12:2.
· "Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim. Se fósseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia". João 15:18, 19.
· "Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre", I João 2:15-17.
· "Infiéis, não sabeis que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus". Tiago 4:4.
· "Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos... mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado", I João l:5-7.
Louvado seja Deus pela Sua Palavra!
É pecado tocar na noite?
Abalizados pela Palavra de Deus, devemos sempre responder esta interrogação através outras perguntas. O fato de “tocar a noite” não evidencia pecado diante de Deus, pois de dia ou de noite pode-se tocar, acertar ou errar. Estamos aqui abordando “tocar na noite”. Somente para esclarecimento, este termo refere-se a músicos que exercem suas atividades em boates, bares, restaurantes (ou semelhantes) entretendo o público com música ambiente ou não, sendo os temas romântico, MPB, blue, jazz e rock os mais solicitados.
Recomendo que, diante dos convites façam estas perguntas a si mesmo:
· Eu estarei contribuindo com a obra de Deus ou de Satanás nesta atividade?
· As letras das músicas que vou acompanhar estarão incentivando o sexo ilícito, alcoolismo, drogas, rebeldia, amor impuro, ira, adultério, infidelidade, prostituição, lascívia, etc?
· Diante das pessoas que me observarem, eu estarei dando um bom testemunho para os de fora e os da fé?
· Sinceramente, esta é a vontade de Deus para a minha vida?
Muitos poderiam dizer que diante das respostas à estas perguntas só teríamos oportunidades para tocar na igreja e nada mais. Negativo!
De fato, o problema não está em simplesmente tocar na noite, mas em desagradar a Deus através da nossa conduta pecaminosa. O pecado é um mal orientado contra Deus que envolve culpa, natureza e conduta. A culpa (ou juízo) já foi eliminada na cruz de Cristo e todos os que crêem estão justificados diante de Deus. Contudo, a nossa natureza adâmica e os nossos atos nos afastam de Deus e dos Seus propósitos.
Periodicamente recebo convites para atuar em empresas, congressos e eventos no meio secular. Procuro investigar a fundo o propósito, público, ambiente e, resguardado em padrões éticos cristãos aceito ou não a proposta. Procuro impor as minhas convicções e forma de trabalho (só tocando temas cristãos ou pátrios) e na maior parte das vezes não enfrento dificuldades. Se elas aparecem simplesmente rejeito e, através deste ato, procuro primeiramente honrar ao Deus que me salvou e me sustenta.
É difícil rejeitar, dizer não? Não é difícil! Trata-se de uma postura em fidelidade ao Deus sustentador. Pela graça e misericórdia de Deus procuro buscar a cada dia, convicção doutrinária bíblica, maturidade espiritual e uma fé fundamentada no Deus Poderoso que requer de nós obediência e inteira dependência.
O meu desejo é que o caro leitor possa experimentar uma vida plena na dependência de Deus. Confie Nele e nos recursos que Ele te prover. Seja grato pela salvação e busque a verdadeira realização estando sensível ao verdadeiro projeto que Ele tem para sua vida.
Que o Espírito Santo de Deus e não minhas palavras, possam convencê-lo à verdadeira resposta. Músico companheiro, tome uma postura correta diante de Deus e, ainda nas palavras de Paulo profiro:
“Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.”


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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

A Visão dos Músicos

FORMANDO A VISÃO DOS MÚSICOS

De acordo com o dicionário, visão significa sonho, meta. Devemos ter uma visão, e ela determinará os nossos rumos e atitudes práticas. Esta visão deve ser coerente com os propósitos de Deus.

Nenhuma pessoa consegue executar grandes projetos se não houver sonhos, ideais e dedicação. Esta situação acontece em todas as áreas da atuação humana dentro de uma sociedade. Seja na política, nos esportes ou nas artes, o ser humano vive em busca de aperfeiçoamento e sucesso naquilo a que se dedicou.

No passado e nos dias atuais vemos pessoas se destacando pela sua dedicação e aplicação mediante a uma obsessão de obter tamanho sucesso na área da música, por exemplo: Madonna, Elvis Presley, Beatles etc. E nós músicos cristãos, como ficamos? Qual é a nossa visão? O que estamos fazendo para alcançá-la? Qual tem sido o nosso nível de dedicação? Esta visão é coerente com os propósitos de Deus?

Devemos entender que a principal ênfase do nosso ministério é a adoração. É o estilo de vida que cada um de nós deve ter em todo tempo: “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores o adorem em espírito e em verdade” (Jo 4:23).

O que quero compartilhar se trata de algo profético, não quero tratar de meras idéias ou palavras de impacto, mas sim acreditar na força e no poder do nosso Deus que é capaz de tomar a nossa vida e levantar numa nação um povo que o ama, o adora e o louva, para que através deste povo possa manifestar a Sua glória a todos os homens. Quando falamos sobre adoração, não se trata de algo pessoal, mas de um desafio para a verdadeira igreja de Jesus.

É necessário considerarmos que quando falamos a respeito de adoração e adoradores não estamos falando necessariamente de música, eventos musicais ou shows evangélicos, mas estamos falando de “algo mais” que muitos de nós desconhecemos à luz da Palavra de Deus. Precisamos assumir um compromisso de voltarmo-nos à Palavra. Todos os nossos erros são decorrentes da falta de conhecimento da Palavra de Deus (Mt 22:29).

O que Deus pensa, qual é a visão que devemos estar engajados, e o que Ele espera de nós? Deus está nos convocando para um grande projeto e desafio! A visão de Deus não se limita a coisas pequenas, mas sim, mundial! (Ap 15:4). Devemos então, estar identificados com as coisas que Ele está identificado e comprometidos com as coisas que Ele está comprometido. Deus não está apenas comprometido com a nossa igreja local onde nos reunimos; Seu maior compromisso é com as nações, com o mundo, tribos e povos (Jo 3:16). É tempo de despertarmos para esta realidade, para a possibilidade de sermos os instrumentos que Deus irá usar. Se fixarmos a nossa visão na visão de Deus, iremos superar muitas dificuldades que surgem entre nós, de relacionamentos, competições, comparações etc. Deus nos chamou para servir e não para competir! O espírito do adorador é o de serviço e ele não tem tempo e nem perde tempo com tolices.

O nosso maior compromisso deve ser com Deus e com as pessoas, e no que diz respeito a música, ela é um instrumento para alcançar, abençoar, libertar e curar, por isso, não devemos tratar a mesma como um “deus”, um “ídolo” como tem sido para muitos.
Esta é a visão de Deus para a nossa vida! Se não tivermos esta visão e motivação, é melhor não tocarmos, não cantarmos e nem gravarmos CDs. Lembre-se que a nossa visão e motivação deve ser de serviço como Jesus ensinou: “Tal como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mt 20:28).

A PREPARAÇÃO

O fator preponderante na vida do músico é a sua relação com a Palavra de Deus e o Deus da Palavra (Sl 119:7, 97, 111, 140 e 164). O músico precisa ter a consciência de que a Palavra de Deus é o instrumento divino que o torna apto para o ministério (II Tm 2:15). Ele precisa saber que o ministério de música é o ministério da Palavra cantada (Sl 119:54; 138:4).

Os levitas eram aptos porque eram homens da Palavra, profetizavam com seus instrumentos, tinham revelação da Palavra e visão da glória de Deus. Normalmente, quando ministravam, a glória do Senhor enchia a Sua casa (II Cr 5:13-14).

Vejamos 4 aspectos importantes da preparação dos músicos:

1- O músico deve se exercitar no “ouvir” a voz de Deus através da Palavra (Dt 13:4; Sl 143:8; Is 48:17-18);
2- Precisa ter a experiência de receber “rhemas”, na medida em que está abastecido de “logos” (Sl 143:8b);
3- Seu cantar e seu tocar devem ser resultado dessas experiências (Jr 23:18, 21-22);
4- Seu aprimoramento técnico e a qualidade de seu trabalho devem estar condicionados à sua natureza de justo (Sl 33:1-3).

Vamos colocar a nossa musicalidade, composições, dons e talentos a serviço do reino de Deus!

Deus abençoe!



Projeto Kumbaya

Qualificações para atuar no Ministério de Louvor

QUALIFICAÇÕES PARA ATUAR NO MINISTÉRIO DE MÚSICA


"... os meus zelosos adoradores... me trarão sacrifícios..." – Sofonias 3:10.

Ao lermos o texto acima, podemos concluir que o adorador é zeloso com aquilo que o Senhor tem deixado em sua responsabilidade. A pessoa que zela por algo, o faz considerando ao extremo seu valor. No Salmo 69:9, Davi se deixa consumir pelo zelo das coisas do Senhor, a quem amava e servia: “Pois o zelo da tua casa me consumiu”. O músico que é um verdadeiro adorador tem no Senhor a sua maior riqueza e por Ele zela com toda a sua força. Se os nossos ministérios de música estão passando por muitos problemas e dificuldades, é porque está faltando zelo com as coisas que o Senhor tem deixado em nossas mãos. Infelizmente, não generalizando, mas muitos músicos tem demonstrado atitudes irresponsáveis, muitos deles não oram, não meditam na Palavra, criam contendas e divisões, são insubmissos, não participam dos cultos, são egoístas e rebeldes, enfim, demonstram falta de temor a Deus.
Através da sua Palavra, Deus oferece vários modelos para nossa vida. Assim, Ele tem nos dado um modelo para o ministério de música com o qual devemos estar plenamente identificados e comprometidos para que possamos ver os resultados espirituais que irão surgir do mesmo.
É com esse espírito que vemos a necessidade de estruturarmos o ministério de música. Devemos nos conscientizar de que Deus tem colocado uma riqueza em nossas mãos - A música!
Este ministério, além de alegrar o coração de Deus, é um instrumento de edificação da igreja e um veículo de proclamação do Evangelho.
A seguir, iremos observar algumas qualificações importantes para aqueles que desejam participar do ministério de música. Vamos nos unir nesta visão, colocando toda nossa vida, talentos e ministérios a serviço do Senhor, para que em tudo Ele seja glorificado.

QUALIFICAÇÕES DE UM MINISTRO

1- Real experiência com Deus. (Jo 3:3).

A pessoa que teve uma real experiência com Deus é aquela que não vive mais para si mesma (Rm 14:7-8) e nem para o pecado (Gl 5:24; Rm 6:6, 11, 14); possui uma inclinação para as coisas que são do alto (Cl 3:1; Mt 6:33) e sua experiência se baseia na Palavra de Deus e no Deus da Palavra.
O problema que temos encontrado nesses dias, é que muitos músicos não têm uma real experiência com Deus, não são regenerados. O que eles possuem é apenas um desejo de tocar, tocar, tocar, ou cantar, cantar, cantar. Os problemas surgem porque falta coração regenerado. O músico precisa passar pela experiência da regeneração. Este é o requisito básico e principal para todo aquele que quer servir na casa do Senhor.

2-Consagração. (Lv 27: 28-29).

Consagrado significa ser separado para servir conforme o propósito de Deus. Quando temos uma real experiência, somos separados do pecado a fim de servirmos a Deus e vivermos para Ele (II Co 5:15).
Portanto, o verdadeiro ministro de música tem a convicção de que é uma pessoa separada por Deus, e que seus dons e talentos são dedicados inteiramente ao serviço à Ele. De que maneira temos utilizado os nossos dons e talentos? Temos utilizado para os nossos próprios interesses ou para servir a Deus e as pessoas? A evidência clara de que alguém tem uma vida consagrada a Deus são os frutos que acompanham o seu serviço (Tg 2:18, 26; Jo 12:24; 15:18). Qual o fruto que temos oferecido?

3- Comunhão com Deus. (Sl 84:4-5).

Comunhão com Deus é habitar no conselho de Deus, é ter uma identificação com o altar. Alguém que não tem identificação com o altar não é um ministro de música.
Infelizmente, muitos músicos não valorizam e nem priorizam um tempo a sós com Deus e é por isso que muitas vezes não há um fluir na ministração dos cânticos, pois falta unção.
Dizem por aí: "a Bíblia do músico é o seu instrumento". Quanto tempo você se dedica estudando a música e quanto tempo você se dedica estudando a Palavra de Deus? É claro que as duas coisas são importantes, mas há uma grande diferença entre um ministro de música e um tocador de instrumento: O ministro se identifica com Deus e usa da música o instrumento para o seu crescimento espiritual. O tocador está identificado com o seu instrumento e visa apenas o seu desempenho musical.
A Palavra e a oração são a base de todo o serviço. O que se pode esperar de alguém que não medita e não ora? Que utilidade tem este tipo de pessoa? Com certeza, nenhuma! Os homens cuja vida e ministério glorificavam a Deus eram homens de meditação e oração. O Senhor Jesus é o nosso maior exemplo (Lc 4:2; 6:12). A. W. Tozer disse: "Nunca ouça um homem que não ouve a Deus".
Se quisermos mais unção em nosso ministério precisamos saber que o "endereço" é o santuário (Sl 77:13a). Enfim, a qualidade do ministério de música está vinculada a vida no altar (Rm 12:1; I Pe 2:5). Sejamos ministros do altar!

4- Servo. (Mt 20:28).

Hoje em dia, muitos "ministros de música" querem ser servidos e não estão dispostos a servirem, voltados para os seus próprios interesses e motivações. O verdadeiro servo não é conhecido pelo seu título, mas sim pelo seu modo de viver, em outras palavras, suas atitudes falam mais alto que suas palavras.
Infelizmente, não se tem encontrado músicos com coração de servo, por isso, não é difícil ouvirmos frases do tipo: "o meu instrumento é melhor", "a minha música é melhor", "a minha banda é melhor", "eu sou o melhor", "não abro mão do meu lugar à ninguém", "não faço tal coisa porque não é o meu ministério", etc. Por causa dessas frases de alguns músicos, tem se criado em nosso meio um terrível espírito chamado competição. Isso com certeza além de entristecer o coração de Deus, dá lugar a um ambiente de desamor, impróprio à presença divina (I Co 3: 1-7).
O responsável pelo espírito de competição chama-se Satanás! (Ez 28:2; I Rs 18:21). Desde o princípio do mundo ele tem procurado competir sem êxito, com o Todo Poderoso. Satanás tem tido acesso ao meio evangélico através deste espírito de forma muito sutil.
O reino das trevas é reino da competição, mas o reino de Deus é reino da cooperação (Sf 3:9; Ef 4:16). Podemos ter características diferentes e estilos diferentes, mas isso não impede que sirvamos ao Senhor em unidade e ajuda mútua.
Ser um ministro de música é ter um coração de servo, que tem como motivação principal servir a Deus, a família, aos irmãos e aos perdidos.

5- Submisso. (Rm 13:2).

Submissão é uma das características de um verdadeiro filho de Deus. Ao formar a equipe musical, procura-se dar oportunidade àqueles dentro da congregação que se destacam por sua habilidade musical. Alguns cuidados devem ser tomados nesta escolha. Mesmo com alguns cuidados sendo tomados, não se pode adivinhar o que virá pela frente. Neste sentido, às vezes nos deparamos com pessoas incapazes de se submeterem à liderança. Quando estes, depois de muitas conversas, irremediavelmente não se ajustam, devem ser convidados gentilmente a se desligarem da equipe (Jo 6:65-66).
Existe, hoje em dia, um aspecto importante que tem se tornado um grande problema, onde observamos que muitas bandas gospel não querem estar ligadas a nenhuma igreja e a nenhum pastor. No livro de Provérbios 18:1 diz: "O solitário busca o seu próprio interesse, e insurge-se contra a verdadeira sabedoria". Todo músico precisa ser pastoreado. Quem deseja andar isoladamente, está buscando o seu próprio interesse, tendo uma atitude egoísta. Nós músicos precisamos de cobertura espiritual, ensino, admoestação e correção dos nossos líderes e, a partir de então, ganharemos autoridade para ministrar e seremos uma benção para o corpo de Cristo. Só tem autoridade quem caminha debaixo de autoridade!
Aquele que agora tem um coração novo é capaz de submeter-se à vontade de Deus, aos líderes e aos irmãos (Ef 5:8-21).

6- Conhecimento técnico. (Sl 33:3).

A nossa oferta ao Senhor no que diz respeito à música tem que ser excelente em todos os sentidos, incluindo a apresentação e a execução. Não podemos usar a justificativa de que tudo o que fazemos é para a honra e glória do Senhor apresentando assim, algo mal feito e sem preparo, pelo contrário, precisamos apresentar o excelente para a honra e glória do Senhor.
O Salmo 33:3 diz: “Cantai-lhe um cântico novo, tocai bem e com júbilo”. “Tocar bem” em hebraico significa yatab, e seu significado se amplia: fazer bem algo, fazer algo bonito, agradável e bem feito, de maneira completa, detalhada e minuciosa.
Uma música bem ensaiada e bem preparada não irá “apagar o Espírito” como muitos pensam, pelo contrário, quando há preparação Deus se manifesta de maneira poderosa (II Cr 20).
Deus não dá o prêmio à mediocridade e negligência, mas sim à fidelidade, responsabilidade e diligência.

7- Relacionamento com a equipe. (Rm 8:29).

A vida em família é um projeto de Deus para nós e a família ministerial deve ser a extensão da nossa casa. A vida em família é um princípio que precisa ser desenvolvido no ministério de música para o fortalecimento e crescimento de todos os seus integrantes (Ef 2:19-21).
O que temos observado é que muitos músicos não querem ter relacionamento e comunhão com as pessoas. É possível ser parte de uma família e não ter comunhão com ela? Não. Sendo assim, quem não cultiva comunhão não pode participar de nenhum ministério.
Os discípulos de Jesus revolucionaram o mundo porque estiveram com Ele, aprenderam com Ele e falavam a linguagem do mestre. Observe alguns aspectos da vida em família:
A) Caminhar numa mesma visão – (I Co 1:10; Sf 3:9). Visão + Visão = Divisão.
B) Comunhão uns com os outros – (I Jo 1:7). Devemos estar juntos, sair, orar, compartilhar necessidades, etc.
C) Respeito mútuo – (II Co 10:13). Devemos conhecer nossos limites! Devemos tomar cuidado com as brincadeiras e apelidos que damos as pessoas para não magoá-las.
D) Alegrarmos e chorarmos juntos – (Rm 12:15). Unir-nos nas conquistas e nas tribulações.
E) Vida de transparência (Tg 5:16) e Pacto de aliança (I Sm 18:1-4). Compromisso uns com os outros de fidelidade, integridade, lealdade, amor, amizade e companheirismo em todos os momentos da vida. Vivamos em família!

Deus abençoe!


Projeto Kumbaya

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Conselhos Financeiros



De onde vêm as bençãos materiais? A Bíblia diz em Deuteronômio 8:18 “Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, porque ele é o que te dá força para adquirires riquezas; a fim de confirmar o seu pacto, que jurou a teus pais, como hoje se vê.” Pode o dinheiro tomar o lugar de coisas mais importantes? As riquezas podem se tornar o centro da nossa vida e tomar o lugar de Deus. A Bíblia diz em Jeremias 9:23-24 “Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em entender, e em me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço benevolência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor.” As riquezas podem dar-nos atitudes incorretas sobre as coisas materiais. A Bíblia diz em Lucas 12:15 “E disse ao povo: Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui.” Não é sábio fazer do sucesso financeiro uma prioridade. A Bíblia diz em Mateus 6:24 “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” 1 Timóteo 6:9 “Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição.” Ainda que não seja impossível, é difícial para os ricos tornarem-se cidadãos do reino de Deus. A Bíblia diz em Marcos 10:23-25 “Então Jesus, olhando em redor, disse aos seus discípulos: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! E os discípulos se maravilharam destas suas palavras; mas Jesus, tornando a falar, disse-lhes: Filhos, quão difícil é [para os que confiam nas riquezas] entrar no reino de Deus! É mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no reino de Deus.” O amor ao dinheiro é a raiz de muitos males. A Bíblia diz em 1 Timóteo 6:10 “Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.” A cobiça usualmente acompanha a prosperidade e pode conduzir ao crime. A Bíblia diz em Tiago 4:1-2 “Donde vêm as guerras e contendas entre vós? Porventura não vêm disto, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam? Cobiçais e nada tendes; logo matais. Invejais, e não podeis alcançar; logo combateis e fazeis guerras. Nada tendes, porque não pedis.” É verdade que quanto mais der, maior será a sua recompensa. A Bíblia diz em Lucas 12:33-34 “Vendei o que possuís, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não envelheçam; tesouro nos céus que jamais acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói. Porque, onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” Que estratégia de investimento Deus recomenda? A Bíblia diz em 1 Timóteo 6:17-19 “Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a sua esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que nos concede abundantemente todas as coisas para delas gozarmos; que pratiquem o bem, que se enriqueçam de boas obras, que sejam liberais e generosos, entesourando para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a verdadeira vida.” É bom que os donos de propriedade se lembrem do seguinte. A Bíblia diz em Levítico 25:23 “Também não se venderá a terra em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós estais comigo como estrangeiros e peregrinos.” O contentamento não depende da quantidade de dinheiro ou posse de bens materiais. A Bíblia diz em Filipenses 4:12-13 “Sei passar falta, e sei também ter abundância; em toda maneira e em todas as coisas estou experimentado, tanto em ter fartura, como em passar fome; tanto em ter abundância, como em padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece.” Deus pede-nos que lhe demos o dízimo (10%) e as ofertas e de volta ele promete bençãos sem limite. A Bíblia diz em Malaquias 3:8-10 “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas alçadas. Vós sois amaldiçoados com a maldição; porque a mim me roubais, sim, vós, esta nação toda. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança.” Cristo sancionou o fato de dar dízimo. A Bíblia diz em Mateus 23:23 “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas.” Como podemos todos honrar a Deus, sendo ricos ou pobres? A Bíblia diz em Provérbios 3:9 “Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda.” Se damos a Deus o primeiro lugar da nossa vida, Ele cuidará de todas as nossas necessidades. A Bíblia diz em Mateus 6:33 “Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Que conselho financeiro dá Salomão, o homem mais rico e sábio de sempre? A Bíblia diz em Eclesiastes 5:10-20 “Quem ama o dinheiro não se fartará de dinheiro; nem o que ama a riqueza se fartará do ganho; também isso é vaidade. Quando se multiplicam os bens, multiplicam-se também os que comem; e que proveito tem o seu dono senão o de vê-los com os seus olhos? Doce é o sono do trabalhador, quer coma pouco quer muito; mas a saciedade do rico não o deixa dormir. Há um grave mal que vi debaixo do sol: riquezas foram guardadas por seu donó para o seu próprio dano; e as mesmas riquezas se perderam por qualquer má aventura; e havendo algum filho nada fica na sua mão. Como saiu do ventre de sua mãe, assim também se irá, nu como veio; e nada tomará do seu trabalho, que possa levar na mão. Ora isso é um grave mal; porque justamente como veio, assim há de ir; e que proveito lhe vem de ter trabalhado para o vento, e de haver passado todos os seus dias nas trevas, e de haver padecido muito enfado, enfermidades e aborrecimento? Eis aqui o que eu vi, uma boa e bela coisa: alguém comer e beber, e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol, todos os dias da vida que Deus lhe deu; pois esse é o seu quinhão. E quanto ao homem a quem Deus deu riquezas e bens, e poder para desfrutá-los, receber o seu quinhão, e se regozijar no seu trabalho, isso é dom de Deus. Pois não se lembrará muito dos dias da sua vida; porque Deus lhe enche de alegria o coração.” Que dizem as Escrituras sobre as contas mensais? A Bíblia diz em Romanos 13:7-8 “Dai a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra. A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei.” Tenha muito cuidado ao se compremeter a ser fiador de dívidas. A Bíblia diz em Provérbios 22:26-27 “Não estejas entre os que se comprometem, que ficam por fiadores de dívidas. Se não tens com que pagar, por que tirariam a tua cama de debaixo de ti?” De quê que a Bíblia nos faz lembrar com respeito aos empréstimos de dinheiro? A Bíblia diz em Provérbios 22:7 “O rico domina sobre os pobres; e o que toma emprestado é servo do que empresta.” Deus requer justiça nas questôes de negócios. A Bíblia diz em Provérbios 16:11 “O peso e a balança justos são do Senhor; obra sua são todos os pesos da bolsa.” Deus requer honestidade e justiça a todos os que querem agradar a Deus. A Bíblia diz em Isaías 33:15 “Aquele que anda em justiça, e fala com retidão; aquele que rejeita o ganho da opressão; que sacode as mãos para não receber peitas; o que tapa os ouvidos para não ouvir falar do derramamento de sangue, e fecha os olhos para não ver o mal.” É importante trabalhar para se sustentar a si mesmo. A Bíblia diz em 2 Tessalonicenses 3:11-12 “Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes intrometendo-se na vida alheia; a esses tais, porém, ordenamos e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo que, trabalhando sossegadamente, comam o seu próprio pão.”

sábado, 13 de dezembro de 2008

União Estável Ou Casamento Cristão: Qual o Caminho Escolher?

União Estável Ou Casamento Cristão:
Qual o Caminho Escolher?



Respondeu-lhes Jesus: os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento. Mas os que forem havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dentre os mortos, não hão de se casar, nem ser dados em casamento" (Lucas 20:34-35).



Nos dias de hoje é muito comum encontrar casais que decidiram construir uma relação a dois longe da oficialização pública matrimonial civil e religiosa. Os motivos são os mais diversos: desde os custos financeiros, especialmente os de algumas denominações religiosas, passando pelo constrangimento e burocracia de um possível divórcio, até o desejo de estarem juntos todos os dias e assim darem liberdade à prática sexual. Márcia (nome fictício) é o mais recente exemplo encontrado por mim. Ela me disse que conheceu Gustavo (nome fictício) quando tinha apenas 16 anos. Depois de namorarem alguns anos, a garota inesperadamente engravidou. Então decidiram, após comprarem alguns objetos e com a ajuda dos familiares, viver juntos, debaixo do mesmo teto; sem, no entanto, formalizarem a união civil e religiosa. Hoje 15 anos se passaram e o casal já tem 3 filhos e, segundo Márcia, ambos vivem "o melhor casamento que existe", que é viver bem. Ela concluiu o pensamento da seguinte forma: "não somos mais nem menos felizes porque não casamos na igreja e no civil".O casamento no Cartório de Registro Civil no Brasil teve sua origem logo após a proclamação da República, diminuindo os poderes da Igreja Católica Romana. Os ideais positivistas daquele tempo apregoavam a inteira liberdade de culto. A lei que instituiu o casamento civil passou a vigorar no dia 24 de janeiro de 1890, cujo texto determinava: "As pessoas que pretendem se casar devem habilitar-se perante o oficial de registro civil, exibindo os documentos em forma que lhes dêem fé pública". Os documentos exigidos eram o seguinte: certidão de idade dos nubentes, declaração de residência das famílias, autorização de parentes (em caso de menores de idade) e depoimento de duas testemunhas garantindo que o casal não possua nenhum tipo de parentesco. A novidade era uma confissão de que os pretendentes estavam unidos até que a morte os separassem. Dessa forma, as mulheres passariam a ter o direito de usar o sobrenome do marido, enquanto que o marido teria a obrigação de "fixar o domicílio da família, de autorizar a profissão da mulher e dirigir a educação dos filhos". De lá para cá, muita coisa foi alterada no Código Civil brasileiro. Por exemplo, a lei cita o termo "união estável". Para que essa "união" se estabeleça é necessário apenas comprovar a convivência duradoura, contínua e pública de um homem e uma mulher, visando constituir uma família, sem, necessariamente, passar pela oficialização civil e religiosa. Se, ainda segundo o Código Civil, "morar junto" pode ser considerado uma "união estável", é indispensável que o casal e possíveis filhos estejam amparados para uma imprevisível separação ou morte de um dos conjugues através da assinatura de um contrato. Um dos pontos mais importantes se refere aos bens adquiridos a partir da "união estável", que são frutos do trabalho e da colaboração comum, pertencendo o patrimônio a ambos e em partes iguais. E quanto ao casamento cristão?Segundo a Bíblia Sagrada, o primeiro casamento promovido por DEUS aconteceu no Éden e se perpetuou na humanidade como reconhecimento e legalização da união afetiva e sexual entre um homem e uma mulher. Uma coisa é clara: casamento abençoado por DEUS não pode se omitir da celebração religiosa. Assim como nem todo casamento religioso é segundo a vontade de DEUS. Há pessoas que se dão em casamento após viveram toda uma "história de amor" longe dos princípios cristãos e nem nunca terem consultado e esperado pela confirmação ou não de DEUS. Simplesmente se gostaram, criaram raízes afetivas, planejaram o matrimônio e o consolidaram em alguma instituição religiosa, segundo a vontade exclusiva do casal. DEUS nunca foi ouvido. A Sua Perfeita vontade, em nenhum momento, foi estabelecida. Daí surge uma vida a dois extremamente traumática e frustrante. Para a Bíblia Sagrada, Santa Palavra de DEUS, todo casal nunca deveria praticar relação sexual antes do casamento, pois é um ato pecaminoso chamado de "fornicação". Aquele ou aquela que praticou ou pratica a fornicação deve produzir frutos sinceros de arrependimento e parar de pecar: "O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia" (Provérbios 28:13). Aqueles que estão vivendo juntos na imoralidade sexual precisam separar-se corporalmente, arrependerem e casarem: "Mas, se alguém pensa que trata indignamente a sua filha, e se tiver passado a flor da idade, e se for necessário, que faça o que quiser. Não peca. Casem-se" (1 Coríntios 7:36). Alguns sugerem que, num caso como esse, o casal precisa apenas formalizar o casamento para resolver o problema. Mas casamento não apaga pecado de ninguém. Segundo o livro aos Hebreus, a santidade do casal é o princípio da efetivação plena do casamento legal: "Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros" (Hebreus 13:4).A Bíblia Sagrada também nos relata no livro de João o encontro de JESUS com uma mulher em Samaria quando O Mesmo parou para descansar junto a um poço de água próximo a cidade de Sicar. A conversa que se seguiu a desafiou assim como uma cidade inteira de pecadores a mudarem suas vidas. Em dado momento do diálogo, o Filho de DEUS pede que vá buscar o seu marido, ao que ela Lhe respondeu: "não tenho marido. Disse-lhe Jesus: tens razão em dizer que não tens marido, pois já tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido. Isto disseste com verdade" (4:17-18). Aquela mulher samaritana durante toda a vida tinha passado de um homem a outro e naquela ocasião estava numa relação insatisfatória com um homem que não era o seu marido. Agora imagine se a samaritana alegasse a JESUS que não se casara legalmente por não querer perder a pensão de um dos seus ex-maridos... Em sua opinião, o que JESUS lhe diria? Voltaria atrás e diria que ela estaria certa? Pense bem... não se serve a DEUS impondo condições ou limites nem fazendo concessões. DEUS é Fiel e Justo para atender a todas as necessidades dos seus escolhidos e procura aqueles que O adoram em espírito e em verdade. O apóstolo Paulo foi mais duro com aqueles que são contra ou crêem que casamento é mera formalidade: "Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrina de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento, e ordenam a abstinência de alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças" (1 Timóteo 4:1-3). A relevância do casamento vai além do relacionamento humano: ela é comparada a união indissolúvel de JESUS (o noivo) com a Sua noiva (a igreja de DEUS na terra): "como o jovem se casa com a donzela, assim os teus filhos se casarão contigo e, como o noivo se alegra com a noiva, assim se alegrará contigo o teu Deus" (Isaías 62:5).Portanto, casar-se tanto no civil como no religioso não é uma mera formalidade nem uma obrigação do casal, mas um dever. No civil porque a Bíblia nos ensina que devemos respeitar as leis do nosso Governo: "toda pessoa esteja sujeita às autoridades superiores, pois não há autoridade que não venha de Deus. As autoridades que há foram ordenadas por Deus" (Romanos 13:1) e "Honrai a todos. Amai os irmãos. Temei a Deus. Honrai o rei" (1 Pedro 2:17). No religioso porque todo aquele que está sujeito à vontade de DEUS precisa receber DELE a bênção do casamento. E eu diria que muito antes de ser um dever é um atestado de amor e de obediência a DEUS.Se você é uma dessas pessoas que até hoje achavam desnecessária a oficialização da união, assim como muito natural o relacionamento vivido "debaixo do mesmo teto", certamente você nunca deixou que DEUS compartilhasse da alegria única, ímpar e indescritível do matrimônio em sua vida. Converse com seu companheiro e mostre a ele a importância em agradar a DEUS a partir da legalização civil e religiosa do relacionamento. Não existe idade para consertar o que está errado e dessa forma passar a agradar a DEUS. Lembre-se de Abraão que não olhou para sua idade quando decidiu abandonar sua parentela para obedecer ao que DEUS havia determinado que ele fizesse, inclusive lhe prometendo casamento e filho (Isaque) com uma mulher estéril (Sara). E olhe que Abraão era da idade de 75 anos. DEUS cumpriu tudo o que havia prometido em sua vida e na da sua família, assim da mesma maneira lhe abençoará grandemente se você decidir obedecê-lO...


Projeto Kumbaya

Adalberto Reque

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

95 Teses para a Igreja de Hoje

95 Teses para a Igreja de Hoje


No dia 31 de Outubro de 1517, o monge agostiniano Martinho Lutero afixou, na Abadia de Wittemberg, 95 teses em que desafiava a Igreja Católica a debater sobre a venda de indulgências. O fato desencadeou o que mais tarde seria conhecido como a Reforma Protestante, movimento que marcou a história da humanidade. 488 anos depois, ao vermos a igreja “protestante” navegar por mares incertos e perigosos, decidimos lançar em comemoração a esta data tão importante em nossa história, um manifesto pela volta à simplicidade do Evangelho, segundo as Escrituras. O lema Eclesia reformata, semper reformanda, deve estar sempre ecoando em nossos ouvidos, chamando-nos à responsabilidade de sempre caminharmos segundo a Palavra, sem nos deixarmos levar por ventos de doutrinas e movimentos que tentam transformar a Igreja de Cristo, num circo eclesiástico, nas mãos de líderes inescrupulosos, que manipulam o povo ao seu bel prazer, tudo isso em nome de Deus! Fica lançado aqui o nosso desafio. Não temos a pretensão de iniciarmos uma “nova reforma”, mas simplesmente levar o povo de Deus a uma reflexão sincera e bíblica daquilo que temos vivido como Igreja de Cristo em nosso tempo. (Salmo 115.1)

1 - Reafirmamos a supremacia das Escrituras Sagradas sobre quaisquer visões, sonhos ou novas revelações que possam aparecer. (Mc 13.31)
2 – Entendemos que todas as doutrinas, idéias, projetos ou ministérios devem passar pelo crivo da Palavra de Deus, levando-se em conta sua total revelação em Cristo e no Novo Testamento do Seu sangue. (Hb 1.1-2)
3 – Repudiamos toda e qualquer tentativa de utilização do texto sagrado visando a manipulação e domínio do povo que, sinceramente, deseja seguir a Deus. (2 Pe 1.20)
4 – Cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus e que contém TODA a revelação que Deus julgou necessária para todos os povos, em todos os tempos, não necessitando de revelações posteriores, sejam essas revelações trazidas por anjos, profetas ou quaisquer outras pessoas. (2 Tm 3.16)
5 – Que o ensino coerente das Escrituras volte a ocupar lugar de honra em nossas igrejas. Que haja integridade e fidelidade no conhecimento da Palavra tanto por parte daqueles que a estudam como, principalmente, por parte daqueles que a ensinam. (Rm 12.7; 2 Tm 2.15)
6 – Que princípios relevantes da Palavra de Deus sejam reafirmados sempre: a soberania de Deus, a suficiência da graça, o sacrifício perfeito de Cristo e Sua divindade, o fim do peso da lei, a revelação plena das Escrituras na pessoa de Cristo, etc. (At 2.42)
7 – Cremos que o mundo jaz no maligno, conforme nos garantem as Escrituras, não significando, porém, que Satanás domine este mundo, pois “do Senhor é a Terra e sua Plenitude, o mundo e os que nele habitam”. (1 Jo 5.19; Sl 24.1)
8 – Cremos que a vitória de Jesus sobre Satanás foi efetivada na cruz, onde Cristo “expôs publicamente os principados e potestades à vergonha, triunfando sobre eles” e que essa vitória teve como golpe final a ressurreição, onde o último trunfo do diabo, a saber, a morte, também foi vencido. (Cl 2.15; 1 Co 15.20-26)
9 – Acreditamos que o cristão verdadeiro, uma vez liberto do império das trevas e trazido para o Reino do Filho do amor de Deus, conhecendo a verdade e liberto por ela, não necessita de sessões contínuas de libertação, pois isso seria uma afronta à Cruz de Cristo. (Cl 1.13; Jo 8.32,36)
10 – Cremos que o diabo existe, como ser espiritual, mas que está subjugado pelo poder da cruz de Cristo, onde ele, o diabo, foi vencido. Portanto, não há a necessidade de se “amarrar” todo o mal antes dos cultos, até porque o grande Vencedor se faz presente. (1 Co 15.57; Mt 18.20)
11 – Declaramos que nós, cristãos, estamos sujeitos à doenças, males físicos, problemas relativos à saúde, e que não há nenhuma obrigação da parte de Deus em curar-nos, e que isso de forma alguma altera o seu caráter de Pai amoroso e Deus fiel. (Jo 16.33; 1 Tm 5.23)
12 – Entendemos que a prosperidade financeira pode ser uma benção na vida de um cristão, mas que isso não é uma regra. Deus não tem nenhum compromisso de enriquecer e fazer prosperar um cristão. (Fp 4.10-12)
13 – Reconhecemos que somos peregrinos nesta terra. Não temos, portanto, ambições materiais de conquistar esta terra, pois “nossa pátria está nos céus, de onde aguardamos a vinda do nosso salvador, Jesus Cristo”. (1 Pe 2.11)
14 – Nossas petições devem sempre sujeitar-se à vontade de Deus. “Determinar”, “reivindicar”, “ordenar” e outros verbos autoritários não encontram eco nas Escrituras Sagradas. (Lc 22.42)
15 – Afirmamos que a frase “Pare de sofrer”, exposta em muitas igrejas, não reflete a verdade bíblica. Em toda a Palavra de Deus fica clara a idéia de que o cristão passa por sofrimentos, às vezes cruéis, mas ele nunca está sozinho em seu sofrer. (Rm 8.35-37)
16 – Reafirmamos que, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, sendo os mesmos livres de quaisquer maldições passadas, conhecidas ou não, pelo poder da cruz e do sangue de Cristo, que nos livra de todo o pecado e encerra em si mesmo toda a maldição que antes estava sobre nós. (Rm 8.1)
17 – Entendemos que a natureza criada participa das dores, angústias e conseqüências da queda do homem, e que aguarda com ardente expectativa a manifestação dos filhos de Deus. (Rm 8.19-23)
18 – Reconhecemos a suficiência e plenitude da graça de Cristo, não necessitando assim, de quaisquer sacrifícios ou barganhas para se alcançar a salvação e favores de Deus. (Ef 2.8-9)
19 – Reconhecemos também a suficiência da graça em TODOS os aspectos da vida cristã, dizendo com isso que não há nada que possamos fazer para “merecermos” a atenção de Deus. (Rm 3.23; 2 Co 12.9)
20 – Que nossos cultos sejam mais revestidos de elementos de nossa cultura. Que a brasilidade latente em nossas veias também sirva como elemento de adoração e liturgia ao nosso Deus. (1 Co 7.20)
21 – Que entendamos que vivemos num “país tropical, abençoado por Deus, e bonito por natureza”. Portanto, que não seja mais “obrigatório” aos pastores e líderes o uso de trajes mais adequados ao clima frio ou extremamente formais. Que celebremos nossa tropicalidade com graça e alegria diante de Deus e dos homens. (1 Co 9.19-23)
22 – Que nossa liturgia seja leve, alegre, espontânea, vibrante, como é o povo brasileiro. Que haja brilho nos olhos daqueles que se reúnem para adorar e ouvir da Palavra e que Deus se alegre de nosso modo brasileiro de cultuá-LO. (Salmo 100)
23 – Que as igrejas entendam que Deus pode ser adorado em qualquer ritmo, e que a igreja brasileira seja despertada para a riqueza dos vários sons e ritmos brasileiros e entenda que Deus pode ser louvado através de um baião, xote, milonga, frevo, samba, etc... (Sl 150)
24 – Que retornemos ao princípio bíblico, vivido pela igreja chamada primitiva, de que “ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum.” (At 4.32)
25 – Que não condenemos nenhum irmão por ter caído em pecado, ou por seu passado. Antes, seguindo a Palavra, corrijamos a ovelha ferida com espírito de brandura, guardando-nos para que não sejamos também tentados. (Gl 6.1)
26 – Que ninguém seja culpado por duvidar de algo. Que haja espaço em nosso meio para dúvidas e questionamentos. Que ninguém seja recriminado por “falta de fé”. Que haja maturidade para acolher o fraco e sabedoria para ensiná-lo na Palavra. A fé vem pelo ouvir, e o ouvir da Palavra de Deus. (Rm 14.1; Rm 10.17)
27 – Que a igreja reconheça que são as portas do inferno que não prevalecerão contra ela e não a igreja que tem que se defender do “exército inimigo”. Que essa consciência nos leve à prática da fé e do amor, e que isso carregue consigo o avançar do Reino de Deus sobre a terra. (Mt 16.18) 28 – Cremos na plena ação do Espírito Santo, mas reconhecemos que em muitas situações e igrejas, há enganos em torno do ensino sobre dons e abusos em suas manifestações. (Hb 13.8; 1 Co 12.1)
29 – Que nossas estatísticas sejam mais realistas e não utilizadas para, mentindo, “disputarmos” quais são as maiores igrejas; o Reino é bem maior que essas futilidades. (Lc 22.24-26)
30 – Que os neófitos sejam tratados com carinho, ensinados no caminho, e não expostos aos púlpitos e à “fama” antes de estarem amadurecidos na fé, para que não se ensoberbeçam e caiam nas ciladas do diabo. (1 Tm 3.6)
31 – Que saibamos valorizar a nossa história, certos de que homens e mulheres deram suas vidas para que o Evangelho chegasse até nós. (Hb 12.1-2)
32 – Que sejamos conhecidos não por nossas roupas ou por nossos jargões lingüísticos, mas por nossa ética e amor para com todos os homens, refletindo assim, a luz de Cristo para todos os povos. (Mt 5.16)
33 – Que arda sempre em nosso peito o desejo de ver Cristo conhecido em todas as culturas, raças, tribos, línguas e nações. Que missões seja algo sempre inerente ao próprio ser do cristão, obedecendo assim à grande comissão que Jesus nos outorgou. (Mt 28.18-20)
34 – Reconhecemos que muitas igrejas chamam de pecado aquilo que a Bíblia nunca chamou de pecado. (Lc 11.46)
35 – A participação de cristãos e pastores em entidades e sociedades secretas é perniciosa e degradante para a simplicidade e pureza do evangelho. Não entendemos como líderes que dizem servir ao Deus vivo sujeitam-se à juramentos que vão de encontro à Palavra de Deus, colocando-se em comunhão espiritual com não cristãos declarando-se irmãos, aceitando outros deuses como verdadeiros. (Lv 5.4-6,10; Ef 5.11-12; 2 Co 6.14)
36 – Rejeitamos a idéia do messianismo político, que afirma que o Brasil só será transformado quando um “justo” (que na linguagem das igrejas significa um membro de igreja evangélica) dominar sobre esta terra. O papel de transformação da sociedade, pelos princípios cristãos, cabe à Igreja e não ao Estado. O Reino de Deus não é deste mundo, e lamentamos a manipulação e ambição de alguns líderes evangélicos pelo poder terreal. (Jo 18.36)
37 – Que os púlpitos não sejam transformados em palanques eleitorais em épocas de eleição. Que nenhum pastor induza o seu rebanho a votar neste ou naquele candidato por ser de sua preferência ou interesse pessoal. Que haja liberdade de pensamento e ideologia política entre o rebanho. (Gl 1.10)
38 – Que as igrejas recusem ajuda financeira ou estrutural de políticos em épocas de campanha política a fim de zelarem pela coerência e liberdade do Evangelho. (Ez 13.19)
39 – Que os membros das igrejas cobrem esta atitude honrada de seus líderes. Caso contrário, rejeitem a recomendação perniciosa de sua liderança. (Gl 2.11)
40 – Negamos, veementemente, no âmbito político, qualquer entidade que se diga porta-voz dos evangélicos. Nós, cristãos evangélicos, somos livres em nossas ideologias políticas, não tendo nenhuma obrigação com qualquer partido político ou organização que se passe por nossos representantes. (Mt 22.21)
41 – O versículo bíblico “Feliz a nação cujo Deus é o Senhor” não deve ser interpretado sob olhares políticos como “Feliz a nação cujo presidente é evangélico” e nem utilizado para favorecer candidatos que se arroguem como cristãos. (Sl 144.15)
42 – Repugnamos veementemente os chamados “showmícios” com artistas evangélicos. Entendemos ser uma afronta ao verdadeiro sentido do louvor a participação desses músicos entoando hinos de “louvor a Deus” para angariarem votos para seus candidatos. (Ex 20.7)
43 – Cremos que o Reino também se manifesta na Igreja, mas é maior que ela. Deus não está preso às paredes de uma religião. O Espírito de Deus tem total liberdade para se manifestar onde quiser, independente de nossas vontades. (At 7.48-49)
44 – Nenhum pastor, bispo ou apóstolo (ou qualquer denominação que se dê ao líder da igreja local) é inquestionável. Tudo deve ser conferido conforme as Escrituras. Nenhum homem possui a “patente” de Deus para as suas próprias palavras. Portanto, estamos livres para, com base nas Escrituras, questionarmos qualquer palavra que não esteja de acordo com as mesmas. (At 17.11) 45 – Ninguém deve ser julgado por sua roupa, maquiagem ou estilo. As opiniões pessoais de pastores e líderes quanto ao vestuário e estilo pessoal não devem ser tomadas como Palavras de Deus e são passíveis de questionamentos. Mas que essa liberdade pessoal seja exercida como servos de Cristo, com sabedoria e equilíbrio. (Rm 14.22)
46 – Que nenhum pastor, bispo ou apóstolo se utilize do versículo bíblico “não toqueis no meu ungido” para tornarem-se inquestionáveis e isentos de responsabilidade por aquilo que falam e fazem no comando de suas igrejas. (Ez 34.2; 1 Cr 16.22)
47 – Que ninguém seja ameaçado por seus líderes de “perder a salvação” por questionarem seus métodos, palavras e interpretações. Que essas pessoas descansem na graça de Deus, cientes de que, uma vez salvas pela graça estão guardadas sob a égide do sangue do cordeiro, de cujas mãos, conforme Ele mesmo nos afirma, nenhuma ovelha escapará. (Jo 10.28-29)
48 – Que estejamos cada vez mais certos de que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens. Que a febre de erguermos “palácios” para Deus dê lugar à simplicidade e humildade do bebê que nasce na manjedoura, e nem por isso, deixa de ser Rei do Universo. (At 7.48-50)
49 – Que nenhum movimento, modelo, ou “pacote” eclesiástico seja aceito como o ÚNICO vindo de Deus, e nem recebido com a “solução” para o crescimento da igreja. Cremos que é Deus quem dá o crescimento natural a uma igreja que se coloca sob Sua Palavra e autoridade. (At 2.47; 1 Co 3.6)
50 – Que nenhum grupo religioso julgue-se superior a outro pelo NÚMERO de pessoas que aderem ao seu “mover”. Nem sempre crescimento numérico representa crescimento sadio. (Gl 6.3)
51 – Que a idolatria evangélica para com pastores, apóstolos, bispos, cantores, seja banida de nosso meio como um câncer é extirpado para haver cura do corpo. Que a existência de fã-clubes e a “tietagem” evangélica sejam vistos como uma afronta e como tentativa de se dividir a glória de Deus com outras pessoas. (Is 42.8; At 10.25-26)
52 – Reafirmamos que o véu que fazia separação entre o povo e o lugar santo, foi rasgado de alto a baixo quando da morte de Cristo. TODO cristão tem livre acesso a Deus pelo sangue de Cristo, não necessitando da mediação de quem quer que seja. (Hb 4.16; 2 Tm 2.15)
53 – Que os pastores, bispos e apóstolos arrependam-se de utilizarem-se de argumentos fúteis para justificarem suas vidas regaladas. Carro importado do ano, casa nova e prosperidade financeira não devem servir de parâmetros para saber se um ministério é ou não abençoado. Que todos nós aprendamos mais da simplicidade de Cristo. (Mt 8.20)
54 – Não reconhecemos a autoridade de bispos, apóstolos e líderes que profetizam a respeito de datas para a volta de Cristo. Ninguém tem autoridade para falar, em nome de Deus, sobre este assunto. (Mc 13.32)
55 – “O profeta que tiver um sonho, conte-o como sonho. Mas aquele a quem for dado a Palavra de Deus, que pregue a Palavra de Deus.” Que sejamos sábios para não misturar as coisas. (Jr 23.28)
56 – Que o ministério pastoral seja reconhecidamente um dom, e não um título a ser perseguido. Que aqueles que exercem o ministério, sejam homens ou mulheres, o exerçam segundo suas forças, com todo o seu coração e entendimento, buscando sempre servir a Deus e aos homens, sendo realmente ministros de Deus. (1 Tm 3.1; Rm 12.7)
57 – Que os cânticos e hinos sejam mais centralizados na pessoa de Deus no que na primeira pessoa do singular (EU). (Jo 3.30)
58 – Que ninguém seja obrigado a levantar as mãos, fechar os olhos, dizer alguma coisa para o irmão do lado, pular, dançar... mas que haja liberdade no louvor tanto para fazer essas coisas como para não fazer. E que ninguém seja julgado por isso. (2 Co 3.17)
59 – Que as nossas crianças vivam como crianças e não sejam obrigadas a se tornarem como nós, adultos, violentando a sua infância e fazendo com que se tornem “estrelas” do evangelho ou mesmo “produtos” a serem utilizados por aduladores e pastores que visam, antes de tudo, lotarem seus templos com “atrações” curiosas, como “a menor pregadora do mundo”, etc... (Lc 18.16; 1 Tm 3.6)
60 – Que as “Marchas para Jesus” sejam realmente para Jesus, e não para promover igrejas que estão sob suspeita e líderes questionáveis. Muito menos para promover políticos e aproveitadores desses mega-eventos evangélicos. (1 Co 10.31)
61 – Nenhuma igreja ou instituição se julgue detentora da salvação. Cristo está acima de toda religião e de toda instituição religiosa. O Espírito é livre e sopra onde quer. Até mesmo fora dos arraiais “cristãos”. (At 4.12; Jo 3.8)
62 – Que as livrarias ditas “cristãs” sejam realmente cristãs e não ajudem a proliferar literaturas que deturpam a palavra de Deus e que valorizam mais a experiência de algumas pessoas do que o verdadeiro ensino da Palavra. (Mq 3.11; Gl 1.8-9)
63 – Cremos que “declarações mágicas” como “O Brasil é do Senhor Jesus” e outras equivalentes não surtem efeito algum nas regiões celestiais e servem como fator alienante e fuga das responsabilidades sociais e evangelísticas realmente eficazes na propagação do Evangelho. (Tg 2.15-16)
64 – Consideramos uma afronta ao Evangelho as novas unções como “unção dos 4 seres viventes”, “unção do riso”, etc... pois além de não possuírem NENHUM respaldo bíblico ainda expõem as pessoas a situações degradantes e constrangedoras. (2 Tm 4.1-4)
65 – Cremos, firmemente, que todo cristão genuíno, nascido de novo, já possui a unção que vem de Deus, não necessitando de “novas unções”. (1 Jo 2.20,27)
66 – Lamentamos a transformação do culto público a Deus em momentos de puro entretenimento “gospel”, com a presença de animadores de auditório e pastores que, vazios da Palavra, enchem o povo de bobagens e frases de efeito que nada tem a ver com a simplicidade e profundidade do Evangelho de Cristo. (Rm 12.1-2)
67 – É necessário uma leitura equilibrada do livro de Cantares de Salomão. A poesia, muitas vezes erótica e sensual do livro tem sido de forma abusiva e descontextualizada atribuída a Cristo e à igreja. (Ct 1.1)
68 – Não consideramos qualquer instrumento, seja de que origem for, mais santo que outros. Instrumentos judaicos, como o shophar, não têm poderes sobrenaturais e nem são os instrumentos “preferidos” de Deus. Muitas igrejas têm feito do shophar “O” instrumento, dizendo que é ordem de Deus que se toque o shophar para convocar o povo à guerra. Repugnamos essa idéia e reafirmamos a soberania de Deus sobre todos os instrumentos musicais. (Sl 150)
69 – Rejeitamos a idéia de que Deus tem levantado o Brasil como o novo “Israel” para abençoar todos os povos. Essa idéia surge de mentes centralizadoras e corações desejosos de serem o centro da voz de Deus na Terra. O SENHOR reina sobre toda a Terra e ama a todos os povos com Seu grande amor incondicional. (Jo 3.16)
70 – Lamentamos o estímulo e o uso de “amuletos” cristãos como “água do rio Jordão”, “areia de Israel” e outros que transformam a fé cristã numa fé animista e necessitada de “catalisadores” do poder de Deus. (Hb 11.1)
71 – Que o profeta que “profetizar” algo e isso não se cumprir, seja reconhecido como falso profeta, segundo as Escrituras. (Ez 13.9; Dt 18.22)
72 – Rejeitamos as músicas que consistem de repetições infindáveis, a fim de levar o povo ao êxtase induzido, fragilizando a mente de receber a Palavra e prestar a Deus culto racional, conforme as Escrituras. (Rm 12.1-2; 1 Co 14.15)
73 – Deixemos de lado a busca desenfreada de títulos e funções do Antigo Testamento, como levitas, gaditas, etc... Tudo se fez novo em Cristo Jesus, onde TODOS nós fomos feitos geração eleita, sacerdócio real, nação santa e povo adquirido. (1 Pe 2.9)
74 – Que então os ministros e dirigentes de música sejam simplesmente ministros e dirigentes de música, exercendo talentos e dons que Deus livremente distribuiu em Sua igreja, não criando uma “classe superior” de “levitas”, até porque os mesmos já não existem entre nós. (Rm 12.3-5) 75 – Que haja consciência sobre aquilo que se canta. Que sejamos fiéis à Palavra quando diz “cantarei com o meu espírito, mas também cantarei com meu entendimento”. (1 Co 14.15)
76 – Não consideramos que “há poder em nossas palavras” como querem os adeptos dessa teologia da “confissão positiva”. Deus não está sujeito ao que falamos e não serão nossas palavras capazes de trazer maldição ou benção sobre quem quer que seja, se essa não for, antes de tudo, a vontade expressa de Deus através de nossas bocas. (Gl 1.6-7)
77 – Rejeitamos a onda de “atos proféticos” que, sem base e autoridade nas Escrituras, confundem e desvirtuam o sentido da Palavra, ainda comprometendo seriamente a sanidade e a coerência das pessoas envolvidas. (Mt 7.22-23)
78 - Apresentar uma noiva pura e gloriosa, adequadamente vestida para o seu noivo, não consiste em “restaurar a adoração” ou apresentar a Deus uma falsa santidade, mas em fazer as obras que Jesus fez — cuidar dos enfermos e quebrantados de coração, pregar o evangelho aos humildes, e viver a cada respirar a vontade de Deus revelada na Sua palavra — deixando para trás o pecado, deixando para trás o velho homem, e nos revestindo no novo (Tg 1.27)
79 – Discordamos dos “restauradores das coisas perdidas” por não perceberem a mão de Deus na história, sempre mantendo um remanescente fiel à Palavra e ao Testemunho. Dizer que Deus está “restaurando a adoração”, “restaurando o ministério profético”, etc... é desprezar o sangue dos mártires, o testemunho dos fiéis e a adoração prestada a Deus durante todos esses séculos. (Hb 12.1-2)
80 – Lamentamos a transformação da fé cristã em shows e mega-eventos que somos obrigados a assistir nas TVs, onde a figura humana e as ênfases nos “milagres” e produtos da fé sobrepujam as Escrituras e a pregação sadia da Palavra de Deus. (Jo 3.30)
81 – Deus não nos chamou para sermos “leões que rugem”, mas fomos considerados como ovelhas levadas ao matadouro, por amor a Deus. Mas ainda assim, somos mais que vencedores por Aquele que nos amou. (Lc 10.3; Rm 8.36)
82 – Entendemos como abusivas as cobranças de “cachês” para “testemunhos”. Que fique bem claro que aquilo que é recebido de graça, deve ser dado de graça, pois nos cabe a obrigação de pregar o evangelho. (Mt 10.8)
83 – Que movimentos como “dança profética”, “louvor profético” e outros “moveres proféticos” sejam analisados sinceramente segundo as Escrituras e, por conseqüência, deixados de lado pelo povo que se chama pelo nome do Senhor. (2 Tm 4.3-4)
84 – Que a cruz de Cristo, e não o seu trono, sejam o centro de nossa pregação! (1 Co 2.2)
85 – Reafirmamos que, quaisquer que sejam as ofertas e dízimos, que sejam entregues por pura gratidão, e com alegria. Que nunca sejam dados por obrigação e nem entregues como troca de bênçãos para com Deus. Muito menos sejam dados como fruto do medo do castigo de Deus ou de seus líderes. Deus ama ao que dá com alegria! (2 Co 9.7)
86 – Que a igreja volte-se para os problemas sociais à sua volta, reconheça sua passividade e volte à prática das boas obras, não como fator para a salvação, mas como reflexo da graça que se manifesta de forma visível e encarnada. “Pois tive fome... e me destes de comer...” (Mt 25.31-46; Tg 2.14-18)
87 – Cremos, conforme a Palavra que há UM SÓ MEDIADOR entre Deus e os homens – Jesus Cristo. Nenhuma igreja local, ou seu líder, podem arrogar para si o direito de mediar a comunhão dos homens e Deus. (1 Tm 2.5)
88 – Lamentamos o comércio que em que se transformou a música evangélica brasileira. Infelizmente impera, por exemplo, a “máfia” das rádios evangélicas, que só tocam os artistas de suas respectivas gravadoras, alienam o nosso povo através da massificação dos “louvores” comerciais, e não dão espaço para tanta gente boa que há em nosso meio, com compromisso de qualidade musical e conteúdo poético, lingüístico e, principalmente, bíblico. (Mc 11.15-17)
89 – Que os pastores ajudem a diminuir a indústria de testemunhos e a “máfia” das gravadoras evangélicas. Que valorizem a simples pregação da Palavra ao invés do espetáculo “gospel” a fim de terem igrejas “lotadas” para ouvirem as “atrações” da fé. (1 Pe 5.2)
90 – Que sejamos livres para “examinarmos tudo e retermos o que é bom”. (1 Ts 5.21)
91 – Somente as Escrituras. (Jo 14.21;17.17)
92 – Somente a Graça. (Ef 2.8-9)
93 – Somente a Fé. (Rm 1.17)
94 – Somente Cristo. (At 17.28)
95 – Glória somente a Deus (Jd 24-25)
A verdade é dura, mas é a verdade.